Bradesco termina trimestre com lucro recorrente maior, de R$ 5,1 bi

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O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 5,161 bilhões no segundo trimestre, uma alta de 9,7% na comparação com o mesmo período do ano passado e expansão de 1,2% ante o primeiro trimestre. A margem financeira total atingiu R$ 15,084 bilhões, com queda de 5,1% no comparativo anual.

A previsão dos analistas consultados pelo Valor era de que o Bradesco teria lucro de R$ 5,293 bilhões no segundo trimestre.

O lucro contábil ficou em R$ 4,528 bilhões, com alta de 15,8% na comparação anual e de 1,4% no trimestre.

Inadimplência

O banco registrou uma melhora geral na inadimplência de curto prazo, mas o indicador relativo ao segmento de grandes empresas voltou a piorar. No geral, o índice de operações com atraso de 15 a 90 dias caiu para 3,99% em junho, ante 4,18% em março e 4,2% no fim do segundo trimestre do ano passado.

Porém, a inadimplência de curto prazo de grandes empresas passou de 1,4% em março para 1,75% no encerramento do segundo trimestre. Em junho de 2017, estava em 1,4%. O Bradesco atribuiu a piora a “casos pontuais” no segmento.

Na carteira de pessoas físicas, a taxa de inadimplência antecedente ficou em 5,19% em junho, um recuo de 0,24 ponto percentual em relação a março e de 0,31 ponto frente ao mesmo mês do ano passado.

Carteira de crédito

No fim de junho, a carteira de crédito do Bradesco somava R$ 515,635 bilhões, indicando alta de 6% em relação a março e de 4,5% na comparação com junho de 2017.

O portfólio de crédito do Bradesco mostrou recuperação tanto no segmento de pessoas físicas quanto no de empresas.

A carteira de pessoas físicas somava R$ 182,817 bilhões no fim do segundo trimestre, o que representa aumento de 2,8% em três meses e de 6,3% em um ano. As linhas de consignado, CDC/leasing de veículos e financiamento imobiliário foram os destaques positivos.

O portfólio de pessoas jurídicas cresceu 7,8% no trimestre e 3,5% em 12 meses, alcançando R$ 332,818 bilhões no fim de junho. Diversas modalidades — como capital de giro, financiamento imobiliário e repasses do BNDES — ainda mostraram retração. Operações no exterior e financiamento à exportação, influenciadas pela desvalorização do real no período, apresentaram melhora. Operações com debêntures e notas promissórias também tiveram alta.

De acordo com o Bradesco, a originação média diária de operações de crédito aumentou 15% no segundo trimestre quando comparada à dos três primeiros meses do ano e 31% em relação à do segundo trimestre do calendário anterior.

Provisões para devedores duvidosos

As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) do Bradesco ficaram em R$ 3,437 bilhões, com queda de 36,1% ante o segundo trimestre de 2017 e de 11,7% em relação aos três primeiros meses do calendário atual. A inadimplência caiu para 3,9%, perante 4,4% no primeiro trimestre de 2018 e 4,9% no segundo trimestre do ano passado.

Ao apresentar os números, a instituição revisou para baixo seu guidance para essas despesas neste ano. A estimava anterior, de R$ 16 bilhões a R$ 19 bilhões, passou para R$ 13 bilhões a R$ 16 bilhões. No primeiro semestre, esses gastos somaram R$ 7,3 bilhões.

Projeções

Além de rever a expectativa de despesas com PDD, O Bradesco alterou a projeção para o crescimento dos prêmios de seguros, da faixa de 4% a 8% para o intervalo de 2% a 6%. No primeiro trimestre, esses prêmios acumulam baixa de 1,8% na comparação com igual período de 2017.

O guidance para a carteira de crédito expandida foi mantido em crescimento de 3% a 7%. No primeiro semestre, a alta foi de 4,5%. Para a margem financeira, a projeção também ficou inalterada  em queda de 4% a estabilidade. Nos seis primeiros meses do ano, houve recuo de 3,8%.

Para o crescimento das receitas com prestação de serviço, o guidance ficou estável, em 4% a 8%. Na primeira metade deste ano, o Bradesco registrou  expansão de 6,9%. No caso das despesas operacionais, a projeção continua sendo de queda de 2% a alta de 2%. De janeiro a junho, houve avanço de 0,1%.

Fonte: Valor Econômico

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