Horas antes da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho sobre a greve do Banco da Amazônia que completa nesta quinta-feira (27), 31 dias, o Sindicato dos Bancários do Pará e o funcionalismo do Banco transformaram a frente da matriz em um palco de protestos quanto à forma que mais uma vez a direção da empresa vem tratando seus trabalhadores e trabalhadoras. Em vez de negociar, o Banco da Amazônia optou por levar a greve legítima da categoria para a justiça.
De uma forma divertida, mas que representa o descontentamento da categoria, atores vestidos de banqueiro e bancário mostraram a relação entre empregador e empregado no Banco da Amazônia, marcada pelo assédio moral, discriminação e intransigência.
A insatisfação dos trabalhadores pôde ser descarregada em uma competição na frente do Banco. Como prêmio de consolação para quem ganhasse, um abacaxi; que representava cada rodada de negociação ocorrida até agora: difícil de se chegar a um acordo. E para quem perdesse... uma banana.
“O que o Sindicato quis trazer hoje para frente da matriz foi um ato irreverente, mas que representasse a insatisfação dos trabalhadores quanto à forma que a direção do Banco da Amazônia achou melhor decidir a greve. Estaremos firmes nessa luta até que se chegue a um acordo decente para os trabalhadores”, afirma o diretor do Sindicato e também funcionário do Banco, Cristiano Moreno.
“O Sindicato, junto com a categoria, não queria que a nossa greve forte e legítima fosse parar na justiça. A atitude do Banco da Amazônia demonstra mais uma vez a total falta de interesse de negociar com os trabalhadores. Não é à toa que a greve dos bancários permanecesse apenas nesse Banco que até hoje não nos apresentou uma proposta decente”, destaca o diretor do Sindicato e funcionário do Banco da Amazônia, Rômulo Weyl.
Audiência de Conciliação – A audiência de conciliação no TST sobre o dissídio coletivo no Banco da Amazônia começou agora a pouco, às 16h no Horário Brasileiro de Verão (15h em Belém). A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, e o vice-presidente, Sérgio Trindade, estão em Brasília para acompanhar a audiência, juntamente com representantes da Contraf-CUT.
Além deles, a empregada do Banco da Amazônia, Edna Barros, que é da área de TI, também está em Brasília acompanhando a audiência no TST. Ela foi eleita na assembleia organizativa de ontem para integrar a comitiva de bancários paraenses na audiência.
Esperamos que a audiência seja positiva para os empregados e empregadas do Banco da Amazônia.
Fonte: Bancários PA







