Após prolongados 77 dias de greve, finalmente a Campanha Nacional dos bancários do Banco da Amazônia teve um desfecho. O julgamento do dissídio instaurado unilateralmente pelo banco teve sua decisão divulgada nesta segunda-feira (12) no Tribunal Superior do Trabalho. Ficou definido que não haverá desconto dos dias parados, e que a compensação dos dias de greve já começa nesta terça-feira, 13 de dezembro, e irá até o dia 30 de abril de 2012.
A compensação será feita na mesma forma proposta pelo Banco, ou seja, a cada 2 horas de greve haverá compensação de 1 hora. Também ficou garantido reajuste de 9%, piso salarial de ingresso de R$ 1.520,00 para o 1º nível de Técnicos Bancários, representando acréscimo de 21,32%, abono de R$ 330,00 definido por conta da discussão em torno do reembolso do plano de saúde, além da garantia das demais cláusulas anteriormente negociadas com o Banco da Amazônia.
Não houve propostas dos ministros do TST em relação ao reajuste do reembolso no custeio do Plano de Saúde, mas houve recomendação para a continuidade de discussão entre as partes.
Mais uma vez o TST não deu vitória ao trabalhador e obrigará os bancários do Banco da Amazônia a trabalharem quase cinco meses para compensar a intransigência do banco.
Assim como defende a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários do Pará entende que é necessário que a categoria resolva os impasses com a empresa na livre negociação, e não entreguem a decisão de seus interesses a julgamentos que servem apenas para privar os trabalhadores de ter ganhos reais.
A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim, o vice-presidente do Sindicato, Sérgio Trindade, o diretor da entidade, Marco Aurélio Vaz, o presidente da Fetec-CN, José Avelino, o vice-presidente da Contraf, Neemias Rodrigues, o secretário-geral da Contraf-CUT, Marcel Barros, e a assessora jurídica da Contraf-CUT, Dra. Débora Blanco estiveram em Brasília acompanhando o julgamento.
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Fonte: Bancários PA







