Em ofício, entidade sindical aponta urgência no reparo de elevadores e sistema elétrico, além de exigir medidas preventivas contra o assédio moral
O Sindicato dos Bancários do Pará formalizou, nesta terça-feira (10), uma cobrança institucional à diretoria do Banco da Amazônia diante da persistência de problemas técnicos na matriz, em Belém. O Ofício SEEB. DIRJUR. Nº 2026.010 destaca que a continuidade do funcionamento parcial dos elevadores tem gerado transtornos diários e inaceitáveis ao acesso dos empregados aos seus postos de trabalho. A entidade enfatiza que o saneamento dessas falhas é fundamental para garantir a dignidade e a eficiência no ambiente laboral.
A entidade sindical manifestou preocupação com os impactos diretos dessas falhas de infraestrutura no registro da jornada dos colaboradores. Relatos indicam que as constantes faltas de energia e a lentidão no transporte vertical forçam os empregados a registrar horários diversos da chegada real, além de comprometerem os intervalos de descanso e o horário de saída. Diante desse cenário, o sindicato exige informações detalhadas sobre quais medidas concretas a empresa já adotou e o cronograma para a solução definitiva dos problemas.
“Estamos cobrando uma resposta à altura do compromisso que o banco deve ter com seus funcionários. A situação dos elevadores e da infraestrutura não pode mais ser adiada, pois afeta diretamente a vida de quem faz o Basa crescer todos os dias. Esperamos que a instituição apresente soluções rápidas e efetivas para que possamos avançar na valorização da categoria”, ressalta a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.
Outro ponto de cobrança incisiva diz respeito ao clima organizacional e à saúde mental das equipes. O sindicato reportou o recebimento de diversos relatos de metas abusivas, excesso de jornada e condutas que podem configurar assédio moral. A entidade reforça que é dever do empregador manter um ambiente de trabalho hígido e exige que o tema seja incluído como prioridade na pauta da próxima reunião com a empresa, com a apresentação de medidas preventivas eficazes.
“Nossa atuação é pautada na defesa dos direitos e na manutenção de condições dignas de trabalho. Estamos monitorando de perto os relatos sobre o clima organizacional e não aceitaremos que falhas estruturais ou pressões desproporcionais prejudiquem o trabalhador. Cobramos uma manifestação oficial e célere para que os problemas de jornada e de ambiente sejam sanados imediatamente”, pontua o diretor jurídico e coordenador da COE Basa, Cristiano Moreno.
Fonte: Bancários PA