Bancários e bancárias do Pará fortalecem Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília

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A Marcha da Classe Trabalhadora 2026 reuniu milhares de trabalhadoras e trabalhadores de todo o país em Brasília no último dia 15, em uma grande mobilização nacional organizada pelas centrais sindicais, demonstrando força e unidade. O ato teve como objetivo pressionar os Três Poderes pela aprovação de uma ampla pauta de reivindicações que busca ampliar direitos e melhorar as condições de vida da classe trabalhadora brasileira.
Entre as diversas categorias presentes, a delegação dos bancários do Pará se destacou pela forte participação, com dirigentes e delegados sindicais que reforçaram o compromisso da categoria com a luta nacional por direitos, democracia e justiça social.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, a participação na Marcha carrega um sentido extremamente importante, relevante e geracional para a classe trabalhadora. “Significa assumir uma responsabilidade histórica. A nossa geração tem a tarefa de dar seguimento à luta, defender os direitos já conquistados e avançar em mais direitos para a classe trabalhadora.”

A mobilização foi marcada pela entrega da Pauta da Classe Trabalhadora 2026, com 68 itens prioritários para o período 2026/2030, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros. Entre os principais pontos estão a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6×1, o fortalecimento da negociação coletiva, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à pejotização e o combate ao feminicídio.

A pauta da redução da jornada foi destacada pela dirigente do Sindicato dos Bancários do Pará na região Oeste, Rafaela Carleto, como uma das mais urgentes. “O brasileiro hoje precisa viver, ficar com a família. Já que temos tecnologia, podemos trabalhar menos e ter mais tempo de vida.”

Outro ponto de destaque foi a cobrança pela regulamentação da Convenção 151 da OIT, que garante o direito à negociação coletiva no serviço público. Trata-se de uma pauta essencial para combater o desmonte do Estado e assegurar dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras do setor público em todo o país.

A diretora de meio ambiente da CUT Brasil e dirigente do Sindicato dos Bancários do Pará, Rosalina Amorim reforçou que a Marcha também responde aos desafios atuais do mundo do trabalho. “Estamos em marcha para garantir o fim da 6×1, trabalho decente e uma transição justa, com direitos e proteção social, sem abrir mão da preservação ambiental e da luta das mulheres.”

A mobilização também trouxe denúncias importantes sobre a precarização. O delegado sindical do Banpará em Monte Alegre, Elpídio Vicente, destacou a necessidade de enfrentar práticas como a pejotização. “É o direito ao trabalho digno, não precarizado, e o enfrentamento dessa pejotização selvagem que tem avançado.”

Para a presidenta da CUT Pará, Vera Paoloni, a marcha representa a essência da luta histórica da classe trabalhadora. “A classe trabalhadora só conquista direitos quando vai às ruas, quando se organiza e se une. É preciso manter, consolidar e avançar nas conquistas.”

“Sem pressão popular, não há avanço”

A Marcha deixa um recado claro: sem pressão popular, não há avanço. Diante de um cenário ainda marcado por desigualdades e ataques a direitos, a mobilização da classe trabalhadora é o principal instrumento de enfrentamento. A unidade entre as centrais sindicais e a participação ativa das categorias são essenciais para conquistar avanços concretos.

Bancários e bancárias do Pará na linha de frente
A presença dos bancários e bancárias paraenses reforçou o papel estratégico da categoria nas lutas nacionais. Com organização e mobilização, dirigentes e delegados sindicais contribuíram para fortalecer a voz da região Norte do país.

O diretor do Sindicato, Otoniel Martins sintetizou o espírito da mobilização: “A classe trabalhadora está viva, atenta e não vai aceitar retrocessos.”

Já a delegada sindical da Caixa em Bragança, Julyane Tuma destacou o impacto político da Marcha: “A classe trabalhadora continua em movimento, defendendo a democracia e lutando pelos direitos e a dignidade de quem move esse país.”

Para o Sindicato dos Bancários do Pará, a participação na Marcha reafirma o compromisso com a defesa dos direitos da categoria e com a construção de um país mais justo, com trabalho digno, valorização salarial e ampliação de direitos.

A mensagem que ecoou em Brasília é direta: “a classe trabalhadora não vai recuar. É nas ruas, com mobilização e pressão, que se conquistam direitos.”

Fonte: Bancários PA com informações da CUT Brasil

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