Formação sindical reúne representantes do Banpará e debate desafios da categoria para 2026

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No último dia 12 de março, o Sindicato dos Bancários do Pará, em Belém, realizou o Curso de Formação Sindical específico para delegados, delegadas e dirigentes sindicais do Banpará. A atividade reuniu representantes da categoria para debater a conjuntura política, os desafios do banco, a campanha salarial de 2026 e a organização da luta dos trabalhadores e trabalhadoras para o próximo período.

Durante a abertura, a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira, destacou a importância estratégica da atividade e reforçou o papel dos delegados sindicais como elo fundamental entre a entidade e a base. Ela também afirmou que todas as demandas apresentadas ao longo do encontro serão sistematizadas e encaminhadas formalmente à direção do banco.

“Esse curso é um espaço fundamental de escuta, organização e formação política. Os delegados e delegadas cumprem um papel essencial na relação do Sindicato com os trabalhadores e trabalhadoras da base, porque ajudam a transformar os problemas vividos nos locais de trabalho em pauta coletiva de luta”, afirmou Tatiana Oliveira.

A programação também aprofundou o debate sobre a campanha salarial 2026, levando em conta fatores que impactam diretamente a negociação, como o lucro do banco e a redução do quadro de pessoal desde a última campanha. A orientação do Sindicato é que os delegados realizem reuniões nos locais de trabalho para levantar reivindicações e fortalecer a construção da pauta da categoria.

Outro eixo central do encontro foi o debate sobre tecnologia, infraestrutura e condições de trabalho. Diretores e diretoras do Sindicato apontaram problemas no parque tecnológico do banco, defasagem de equipamentos, dificuldades nos sistemas internos, riscos relacionados à segurança de dados e falta de transparência em processos administrativos.

Durante o curso, também foi reforçado que as conquistas da categoria bancária são resultado de décadas de mobilização e organização coletiva.

“Nada do que a categoria conquistou foi dado de graça. Foram décadas de luta, de organização e de mobilização. A cada período a luta assume novas formas e novos focos, mas ela nunca para. Hoje, por exemplo, além das pautas históricas como as LER/Dort, precisamos enfrentar também os graves problemas de adoecimento mental que atingem a categoria”, destacou Ghys Cunha, diretora do sindicato e funcionária do Banpará.

Também foram debatidos temas como saúde, plano de assistência, banco de horas, carreira e o andamento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho. As falas dos delegados e delegadas trouxeram um retrato concreto da realidade nas unidades, com denúncias sobre falhas em sistemas, sobrecarga, equipamentos insuficientes, problemas ergonômicos, precariedade da infraestrutura e dificuldades no atendimento.

Entre as principais reivindicações apresentadas pelos participantes estão o PCCS, a necessidade de concurso público e recomposição do quadro de funcionários, melhorias no sistema de tecnologia, investimentos em infraestrutura e manutenção, mais transparência nos processos seletivos internos, além de medidas voltadas à saúde e à segurança bancária.

Para Vera Paoloni, presidenta da CUT Pará, vice-presidenta do SEEB Pará e funcionária do Banpará, a atividade fortalece a organização sindical e prepara a categoria para os enfrentamentos do próximo período.

“A formação sindical é parte fundamental da nossa organização. Quando delegados, delegadas e dirigentes se reúnem para analisar a realidade do banco e da categoria, fortalecemos nossa capacidade de luta e nos preparamos melhor para os desafios da campanha salarial e da defesa dos direitos”, destacou Vera.

Além do debate político e organizativo, o curso também apresentou um panorama de monitoramento do Acordo Coletivo de Trabalho Banpará 2024-2026, com levantamento de cláusulas já cumpridas, parcialmente cumpridas, em andamento e ainda sem informação conclusiva. O acompanhamento desses pontos foi apontado como fundamental para fortalecer a cobrança do Sindicato junto ao banco.

O encontro reafirmou a importância da formação sindical como instrumento de consciência de classe, mobilização e resistência, fortalecendo a atuação dos representantes da categoria nas agências e departamentos do Banpará em todo o estado.

“Tiramos um calendário de lutas para cobrar do Banpará as respostas que o funcionalismo espera e merece. Precisamos que todo mundo se envolva nas ações de ruas e nas redes”, finalizou o diretor do sindicato, Otoniel Costa, que também é bancário do Banpará.

 

Fonte: Bancários PA

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