Mais de 11 meses de espera: Sindicato cobra cumprimento de Acordo Coletivo

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Cansados de esperar por respostas concretas sobre a implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), o Sindicato dos Bancários do Pará, junto a trabalhadores e trabalhadoras, realizou na manhã de sexta-feira (20), um ato em frente à matriz do Banpará, localizada no Centro de Belém.

“Nós tivemos no dia 6 de março uma reunião com a diretoria do banco, pautamos o PCS, solicitamos resposta, ainda estamos aguardando. Mas enquanto aguardamos, vamos dialogar com a categoria pra dizer: é preciso ter uma resposta oficial do banco sobre o PCS que é uma pauta represada, que é uma pauta que nos debruçamos com muito afinco, que o Grupo de Trabalho paritário fez um trabalho no tempo correto. Estamos no ano de Campanha, é ano de cobrar salários, condições de trabalho, saúde, equipamentos nas agências, no local de trabalho”, explica a vice-presidenta do Sindicato, Vera Paoloni.

“Para os trabalhadores e trabalhadoras, trata-se de um reconhecimento legítimo: quem constrói esse banco merece ver seus anseios e necessidades atendidos. No entanto, às vésperas de um novo acordo, grande parte dessas demandas ainda segue sem resposta por parte da direção da instituição”, lembra a diretora do Sindicato e integrante do GT PCCS Banpará, Érica Fabíola.

O Sindicato reforça que segue cumprindo seu papel de cobrar o banco pelo cumprimento das cláusulas acordadas no Acordo vigente até agosto deste ano. Apesar disso, até o momento, não houve retorno efetivo por parte da direção do banco.

“O banco segue em silêncio, não por falta de cobrança, mas por uma escolha. Essa postura demonstra desrespeito com o Sindicato, com os trabalhadores e trabalhadoras e com todos que aguardam uma resposta concreta”, dispara o dirigente sindical, Otoniel Costa, que também é empregado do banco.

O Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é um instrumento fundamental para garantir transparência, valorização e perspectivas de crescimento profissional dentro do Banpará. É por meio dele que se estabelecem as regras para progressão na carreira, promoções e evolução salarial, com critérios claros que assegurem igualdade de oportunidades. Para o funcionalismo, sua implementação significa previsibilidade na trajetória profissional e reconhecimento pelo tempo de serviço e desempenho.

“O que defendemos é o que os trabalhadores e trabalhadoras do banco querem: um novo Plano de Cargos, construído com diálogo entre as partes. Um PCCS que represente os anseios dos colegas e valorize quem constrói os resultados do banco. É fundamental que esse plano saia do papel e se torne realidade, garantindo valorização da remuneração e perspectivas concretas de crescimento ao longo da carreira. Esse é, inclusive, um dos principais atrativos do concurso público: a possibilidade de planejar o futuro com estabilidade e evolução dentro da empresa”, destaca a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

“O PCCS vai muito além de um instrumento de gestão do Banpará: ele organiza a própria vida funcional dos trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, é uma das pautas mais prioritárias da categoria, pois permite visualizar um horizonte dentro da empresa e compreender as possibilidades de desenvolvimento profissional. Aliado à transparência nos processos de avaliação, é fundamental para garantir justiça e previsibilidade”, defende a diretora do Sindicato, Ghyslaine Cunha, bancária do Banpará e também integrante do GT PCCS.

Diante do silêncio do banco e com os prazos sendo constantemente estendidos, delegados, delegadas e dirigentes sindicais iniciaram, desde a última sexta-feira (20), um calendário de lutas com mobilizações simultâneas em todo o estado do Pará. O objetivo é pressionar o banco e dar visibilidade à pauta, com o recado direto: “PCCS JÁ! Respeito ao funcionalismo! Acordo é para ser cumprido.”

“A implementação do PCCS é uma luta histórica do funcionalismo do Banpará. Por isso, exigimos do governo do estado e da direção do banco o cumprimento do Acordo Coletivo, com a imediata implantação do plano, garantindo progressões justas, valorização salarial e uma remuneração digna ao longo da carreira e também na aposentadoria. Para os trabalhadores mais jovens, essa pauta também assegura perspectivas reais de crescimento, com reajustes e evoluções já previstas na proposta construída pelo Grupo de Trabalho”, pontua a diretora de Mulheres do Sindicato e bancária do Banpará, Salete Gomes.

 

Fonte: Bancários PA

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