MST faz balanço da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra e cobra reforma agrária

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O mês de março abre historicamente o calendário de lutas do campo popular no Brasil com a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra. E neste ano de 2026, o balanço apresentado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é de uma mobilização massiva, com ações coordenadas em todas as grandes regiões do país, ocupações de terras públicas e devolutas, e a denúncia contundente da paralisação da reforma agrária no governo Lula 3.

Lizandra Guedes, integrante da coordenação nacional do Setor de Gênero do MST, detalhou os resultados da jornada, que envolveu cerca de 14 mil mulheres até o momento, com 14 ocupações realizadas entre domingo (8) e terça-feira (10). “Estamos muito satisfeitas, muito satisfeitos com os resultados”, afirmou no Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A jornada deste ano teve como característica central a luta pela terra, articulada entre o setor de gênero e a frente de massas do movimento. “Nós temos nesse momento um processo de paralisação da reforma agrária. No Lula 3, nós tivemos muito poucos avanços na conquista pela terra”, denunciou Lizandra.

Os números são expressivos: o MST contabiliza um passivo de mais de 100 mil famílias acampadas em todo o país. Nos últimos três anos, apenas entre 20 mil e 24 mil famílias tiveram algum tipo de resposta, com a efetivação concreta para cerca de 10 mil. “Números bastante insuficientes, que demonstram a paralisia da reforma agrária, enquanto o agronegócio continua seu curso e a violência no campo aumenta”, completou.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

 

Fonte: Brasil de Fato

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