Sindicato dos Bancários do Pará marca 165 anos da Caixa com ato em Belém e reforça luta pelo Saúde Caixa e valorização dos empregados e empregadas

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O Sindicato dos Bancários do Pará realizou, nesta segunda-feira, em Belém, um ato pelos 165 anos da Caixa Econômica Federal, com mobilização na Agência Ver-o-Peso, na Presidente Vargas. A atividade reuniu dirigentes sindicais, empregados e empregadas da Caixa e trabalhadores e trabalhadoras do comércio para celebrar a importância do banco público e, principalmente, reforçar reivindicações sobre saúde, condições de trabalho, valorização e a defesa de uma Caixa 100% pública.

A presidenta do Sindicato e empregada da Caixa, Tatiana Oliveira, lembrou que a data é de comemoração, mas também de cobrança, ainda mais em ano de campanha salarial. “A gente quer que o Saúde Caixa volte a ter um maior aporte de recurso da empresa, com a Caixa financiando 70% do custeio, e que pare de adoecer os trabalhadores e trabalhadoras com pressão e metas”, afirmou.

O Sindicato destacou que a pressão por metas e a cobrança por vendas têm pesado no dia a dia das agências, com reflexos diretos no adoecimento mental. A entidade defende que a empresa assuma essa responsabilidade e garanta medidas reais de prevenção, além de melhores condições de trabalho.

No ato, também foi reforçada a importância da Caixa como banco estratégico para políticas públicas e para a presença do Estado em todo o país, inclusive por meio de lotéricas, correspondentes e redes parceiras.

Outro ponto que entrou na pauta foi o fechamento de agências em várias regiões do Brasil. No Pará, o Sindicato citou o encerramento da Agência Bosque, na Almirante Barroso com Humaitá, cujo último mês de funcionamento foi dezembro de 2025. Para a entidade, menos agências significa menos atendimento e enfraquece o papel social do banco.

O diretor administrativo do Sindicato e empregado da Caixa, Everton Cunha, reforçou que comemorar o aniversário do banco também é lembrar que não existe Caixa forte sem trabalhadoras e trabalhadores respeitados. “A Caixa precisa continuar pública, com finalidade social, e os empregados e empregadas precisam de salário justo e um plano de saúde que atenda de verdade”, declarou.

Também foram criticadas mudanças no programa de bonificação Super Caixa, que vêm reduzindo valores e criando critérios que podem penalizar agências por questões pontuais. A defesa é por regras mais justas, que reconheçam quem entrega resultado, sem exclusões.

A secretária geral do Sindicato e empregada da Caixa, Cristiane Aleixo, ressaltou a história e o papel social do banco, mas chamou atenção para quem sustenta tudo isso no dia a dia. “A Caixa fez muito pelo Brasil, mas os empregados e empregadas querem e precisam de valorização, transparência nas metas e um Saúde Caixa digno, além de mais rede, não fechamento de agências”, afirmou.

Ao final, o Sindicato reafirmou a defesa de uma Caixa 100% pública, com mais rede de atendimento e convocação de concursados para recompor equipes e reduzir a sobrecarga.

Para a entidade, celebrar os 165 anos também é reconhecer o papel dos empregados e empregadas na construção da Caixa e seguir firme na luta por melhores condições de trabalho e por um banco público cada vez mais forte e presente na vida do povo brasileiro.

Fonte: Bancários Pará

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