Com chuva e disposição, bancários e bancárias fazem Dia de Mobilização contra a política de demissões no Bradesco

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Março é o mês dela, da chuva no inverno amazônico; e como a luta da categoria bancária não para, o Dia de Mobilização contra a política de demissões no Bradesco, foi debaixo de toró. “Nesse dia chuvoso, a gente está tentando fazer um movimento de repúdio à demissão, fechamento de agências. O primeiro Dia Nacional da campanha contra desligamentos e encerramentos de unidades ocorreu em 19 de novembro do ano passado e marcou o início de uma mobilização permanente em defesa do emprego bancário e do atendimento digno à população. Hoje o que se vê na empresa é uma grande contradição, pois o Bradesco registra lucros bilionários, mas corta postos de trabalho e reduz o atendimento presencial, prejudicando trabalhadores e clientes. Ele faz isso tanto na capital quanto no interior do estado”, denuncia a diretora do Sindicato que também é empregada do banco, Eliana Lima.

Em 2025, o Bradesco registrou lucro líquido de R$ 24,7 bilhões, um crescimento de 26%. Mesmo com menos agências e menos trabalhadores e trabalhadoras, as receitas com tarifas cresceram 8,9%.

Em contrapartida, 7,5 mil postos de trabalho foram fechados em cinco anos, desses, 1923 só no passado, e o resultado dessa conta é sobrecarga de trabalho, pressão por metas e piora nas condições de trabalho para quem permanece no banco. Já para os clientes, mais filas nas agências, atendimento cada vez mais digitalizado, maior dificuldade para resolver problemas e redução do acesso a serviços bancários em cidades menores e regiões periféricas.

“O banco, pra funcionar, ele tem que atender a população. Como fazer isso sem uma agência física? Como fazer isso sem um atendimento humano do bancário e da bancária? Então, a gente questiona isso nesse Dia de Luta, quanto às demissões, quanto ao assédio. A gente questiona essa prática dos bancos de não dialogar com a representação dos trabalhadores e trabalhadoras ao fazer o desligamento de pessoas. Quantas vezes as entidades sindicais têm revertido na justiça as demissões, e tem mais, a gente está vendo um processo de retirada das mulheres da categoria, porque os bancos demitem as trabalhadoras que fazem o atendimento à população, que estão no atendimento, que são assistentes, que são gerentes, que estão na ponta do serviço”, destaca a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

A mobilização também foi vista nas três agências do Bradesco em Marabá, sudeste paraense. Por lá, dirigentes sindicais dialogaram com o funcionalismo, clientes e usuários.

“Todos tiveram pleno acordo com a importância de divulgar nossa luta. Eles não sabiam do lucro do Bradesco e da postura que o banco. Pedimos aos bancários e bancárias para acompanhar nossas ações nas redes sociais do Sindicato e da nossa Confederação para ficarem informados das notícias relacionadas à categoria, principalmente em relação à Campanha Nacional”, explica a diretora do Sindicato na região, Heidiany Moreno.

 

Fonte: Bancários PA

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