Ato do 1º de Maio reúne trabalhadores em Belém e Santarém para reforçar a luta por direitos e pelo fim da escala 6×1

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O Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador foi marcado, em Belém, por um ato político e cultural que reuniu diversas categorias, centrais sindicais e movimentos sociais na Praça da República, na última sexta-feira (1º).

Em Santarém, como parte da programação do 1º de Maio, foi realizada uma ação na orla da cidade, com panfletagem organizada pelo Sindicato dos Bancários, Sindicato dos Urbanitários, Marcha Mundial de Mulheres, Kizomba, Sindufopa e a CUT do Pará. A atividade levou informações à população sobre a importância do projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1, reforçando a luta por direitos, melhores condições de trabalho e valorização da classe trabalhadora.

Neste ano, as mobilizações em todo o país foram unificadas em torno de pautas definidas na Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), realizada no dia 14 de abril, em Brasília. Entre os principais eixos estão:

. Combate à precarização com enfrentamento à pejotização e defesa de condições dignas de trabalho;
. Direitos sociais e proteção com o combate ao feminicídio e a todas as formas de violência;
. Regulamentação de direitos e proteção social para quem trabalha por aplicativos;
. Negociação Coletiva em relação à garantia desse direito para servidores públicos.

Na capital paraense, uma das principais bandeiras levantadas foi o fim da escala 6×1. Sindicatos, centrais e movimentos sociais reforçaram a defesa histórica da classe trabalhadora pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários.

Para Vera Paoloni, presidenta da CUT Pará e vice-presidenta do Sindicato dos Bancários (SEEB), a luta pela jornada está diretamente ligada à qualidade de vida, especialmente das mulheres. “Estamos aqui celebrando a resistência da classe trabalhadora. A luta pelo fim da escala 6×1 é pela vida além do trabalho. Para as mulheres, isso é ainda mais urgente, por conta das múltiplas jornadas. Um único dia não dá conta de tudo. Precisamos fortalecer a democracia, combater o feminicídio e garantir proteção às mulheres, ao mesmo tempo em que seguimos organizados para avançar nas pautas da classe trabalhadora”, afirmou.

A categoria bancária participou do ato com dirigentes, diretores e diretoras, destacando a importância da mobilização em um contexto de ano eleitoral e de campanha salarial. A avaliação é de que conquistas históricas podem ser colocadas em risco, a depender dos resultados das eleições no país.

Rosalina Amorim, secretária de Meio Ambiente da CUT Nacional e diretora do SEEB, ressaltou a necessidade de ampliar o debate sobre as transformações no mundo do trabalho. “É importante que a classe trabalhadora venha para a rua, se mobilize em defesa dos nossos direitos, do trabalho decente e da redução da jornada sem redução salarial, pelo fim da escala 6×1. Este também é um momento de mobilização pela defesa da democracia e da soberania do nosso país. Devemos mostrar que a classe trabalhadora unida vai avançar cada vez mais com suas pautas, inclusive nos acordos coletivos. Além disso, é necessário ampliar o debate sobre a transição justa, porque nossas categorias e ramos estão passando por transformações, e essa transição, para ser justa, precisa garantir direitos, participação dos sindicatos e proteção social para os trabalhadores e para as comunidades”, destacou.

Mesmo tendo conquistado a jornada 5×2 ainda em 1957, os bancários reforçam a luta pelo fim da escala 6×1 como parte de uma agenda coletiva.

“Estamos somando porque a classe trabalhadora tem direito a mais tempo para viver, cuidar da saúde e da família. Essa é uma disputa que precisa ser feita na sociedade e no Congresso, com a eleição de representantes comprometidos com os trabalhadores”, afirmou Gilmar Santos, diretor de comunicação do Sindicato dos Bancários do Pará.

A AMBAR (Associação de Motos e Bikes de Aplicativos) também marcou presença no ato, levando às ruas as reivindicações dos trabalhadores por aplicativo. O vice-presidente Ronald Pereira destacou a luta contra a precarização, denunciando as baixas taxas pagas pelas plataformas, a rejeição a modalidades como entregas agrupadas sem remuneração justa e a defesa de uma taxa mínima digna, com valor base e pagamento por quilômetro. A entidade também cobrou justiça pela morte da entregadora Aline Simões e reforçou a pauta pelo fim da escala 6×1, somando-se à luta por melhores condições e respeito para todos os trabalhadores e trabalhadoras.

O ato reafirmou a unidade entre sindicatos e movimentos sociais na defesa de direitos, da democracia e da justiça social, diante dos desafios colocados para a classe trabalhadora em 2026.
Viva o 1º de Maio. Viva a luta e a unidade da classe trabalhadora.

 

Fonte: Bancários PA

 

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