A greve das bancárias e dos bancários no Pará chega, nesta quinta-feira (10), ao seu 7º dia, consolidando uma semana de mobilização da categoria no estado. A paralisação segue firme na Caixa Econômica Federal, no Banco do Brasil e no Banco da Amazônia, com a categoria mantendo a pressão por propostas que valorizem os trabalhadores e trabalhadoras.
A força da mobilização no Pará ocorre em um momento decisivo da Campanha Nacional 2026. Nesta quinta-feira, a Caixa, em todo o restante do Brasil, iniciou uma greve por tempo indeterminado, após a rejeição da proposta apresentada pelo banco.
No Banco do Brasil, o movimento sindical conseguiu reabrir as negociações, realizadas na terça-feira (8), onde o banco manteve a proposta apresentada anteriormente.
Para o diretor de comunicação do Sindicato e bancário do Banco do Brasil, Gilmar Santos, a reabertura da mesa demonstra que a mobilização produz resultados e que a categoria precisa permanecer organizada. “Chegamos a uma semana de greve mostrando que a unidade da categoria tem força. A reabertura da negociação é resultado direto da nossa mobilização. Agora é fundamental que os trabalhadores e trabalhadoras participem da assembleia, avaliem a proposta e decidam coletivamente os próximos passos. Nenhuma conquista vem sem luta, e é a nossa organização que garante força para avançarmos”.
Na Caixa, a mobilização ganhou dimensão nacional, e nesta quinta, foi dada continuidade à reabertura da mesa específica que começou ontem em São Paulo.
A secretária-geral do Sindicato e bancária da Caixa, Cristiane Aleixo, destaca a importância da mobilização e da participação dos empregados. “A greve que começa hoje em todo o país mostra que a insatisfação dos empregados e empregadas da Caixa é real e que não estamos falando de uma questão isolada. No Pará, já estamos há uma semana em greve e seguimos mobilizados, porque queremos uma proposta que respeite os trabalhadores e trabalhadoras, valorize nossas carreiras e garanta um Saúde Caixa sustentável e acessível. Agora é hora de fortalecer a unidade e participar da assembleia. É na mobilização coletiva que vamos conquistar os avanços que queremos”.
No Banco da Amazônia, Sindicato cobra reabertura imediata da mesa
No Banco da Amazônia (Basa), a mobilização também permanece firme. Após a assembleia realizada no dia 4 de setembro rejeitar majoritariamente a proposta de ACT e PLR apresentada pelo banco, o Sindicato protocolou, nesta quarta-feira (9), novo pedido formal pela reabertura imediata das negociações.
A entidade também reafirma que os empregados do Basa permanecem em greve e em estado de assembleia permanente, aguardando uma resposta da direção da empresa.
“A posição do Sindicato é clara: se outras instituições públicas estão retomando o diálogo com seus empregados e empregadas, o Banco da Amazônia também precisa retornar à mesa e negociar”, afirma o coordenador da COE/ Basa, Cristiano Moreno, que também é diretor jurídico do Sindicato.
É hora de fortalecer a greve e participar das assembleias
Depois de uma semana de mobilização, a greve no Pará reafirma que a categoria está disposta; por isso, o Sindicato reforça a convocação para todas as empregadas e empregados da Caixa e Banco do Brasil para participarem da Assembleia Setorial Extraordinária nesta quinta-feira (10).
Para mais informações vejam as matérias específicas sobre as assembleias:
Banco do Brasil
https://bancariospa.org.br/
Caixa
Fonte: Bancários PA