Categoria mantém o movimento paredista na Caixa, no Banco do Brasil e no Banco da Amazônia e segue cobrando avanços nas negociações.
A greve dos bancários e bancárias do Pará chegou ao sexto dia nesta quarta-feira (9). Em Belém, desde as primeiras horas do dia, trabalhadores e trabalhadoras voltaram a se reunir em frente às unidades dos três bancos para conversar com colegas, fortalecer a paralisação e cobrar a retomada das negociações.
Na Caixa, a concentração aconteceu na agência da Padre Eutíquio, na Batista Campos. Entre os principais pontos estão o reajuste salarial e o Saúde Caixa, especialmente diante das propostas que podem aumentar os custos para empregados e empregadas ao longo dos anos.
O diretor administrativo do Sindicato, Everton Cunha, reforçou que a categoria não chegou à greve por escolha, mas sim porque depois de meses de negociação não obtiveram uma resposta considerada adequada.
“A classe trabalhadora gerou R$ 177 bilhões de lucro para os bancos. Não estamos pedindo uma remuneração alta, estamos pedindo uma remuneração justa. A greve é o último recurso do trabalhador e da trabalhadora. Ninguém gosta de sair de casa, enfrentar o sol e estar aqui para dizer que não recebeu uma proposta que atenda às suas reivindicações”, afirma.
No Banco do Brasil, o ponto de encontro foi mais uma vez o Complexo Humaitá. Por lá, o trabalho também tem sido de diálogo com quem ainda não aderiu ao movimento, numa tentativa de ampliar a participação e aumentar a pressão pela reabertura da mesa específica.
A diretora da Contraf-CUT e bancária do BB, Rosalina Amorim, fez um chamado aos funcionários e funcionárias para que se somem à greve. “Estamos no sexto dia de greve e chamamos todos os colegas e todas as colegas que ainda não aderiram ao movimento para fortalecer essa luta. Precisamos fazer o Banco do Brasil reabrir a mesa de negociação, trazendo uma proposta que de fato atenda aos funcionários e funcionárias”, destaca.
Na matriz do Banco da Amazônia, na Avenida Presidente Vargas, o cenário também foi de continuidade da paralisação. Os empregados e empregadas cobram respostas sobre temas que impactam diretamente a vida de quem trabalha no banco, como o plano de saúde.
Para o diretor jurídico do Sindicato e coordenador da COE/Basa, Cristiano Moreno, a falta de avanço mantém a categoria nas ruas.
“Estamos no sexto dia de greve sem novidade na proposta. Precisamos avançar em questões importantes para os empregados e empregadas, como o plano de saúde, entre outros pontos que dependem da negociação com o banco. Seguimos de braços cruzados até que venham avanços. Juntos e juntas somos mais fortes”, afirma.
A cada dia de greve, bancários e bancárias reafirmam que por trás das mesas de negociação existem pessoas que vivem do próprio trabalho, sustentam suas famílias e reivindicam respeito aos direitos construídos ao longo dos anos.
Seguimos mobilizados e mobilizadas, na luta por valorização, respeito e por respostas concretas às reivindicações da categoria bancária.
Fonte: Bancários PA