Sindicato dos Bancários do Pará leva ao MPT denúncias sobre fechamento de agências e demissões no Bradesco

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Audiência realizada nesta quarta-feira (23) tratou dos impactos da redução do quadro de pessoal, da sobrecarga de trabalho e do fechamento de unidades de atendimento no estado

O Sindicato dos Bancários do Pará participou, nesta quarta-feira (23), de uma audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT) para tratar de denúncias relacionadas ao fechamento de agências, às demissões coletivas e às condições de trabalho dos bancários e bancárias do Bradesco. A reunião contou com a participação de dirigentes sindicais e representantes da assessoria jurídica da entidade.

Durante a audiência, o sindicato apresentou relatos sobre os impactos da reestruturação do Bradesco nas condições de trabalho da categoria e no atendimento à população. Segundo a entidade, o fechamento de unidades e a redução do quadro de pessoal têm provocado sobrecarga nas agências que permanecem em funcionamento, com aumento da demanda de atendimento, excesso de jornada e pressão pelo cumprimento de metas.

A entidade também destacou as consequências dessas medidas para a população, especialmente para quem depende do atendimento presencial. Com o encerramento de agências, clientes precisam se deslocar para outras unidades, que passam a receber um volume maior de atendimentos.

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, afirmou que a entidade continuará acompanhando a situação e cobrando medidas para assegurar os direitos da categoria.

“O Banco Bradesco lucra bilhões à custa do suor e da saúde da nossa categoria. Essa política de demissões em massa e fechamento de agências fere o papel social que um grande banco deveria cumprir. Seguiremos mobilizados, unindo a força da nossa base e a atuação jurídica, para barrar esses abusos e garantir respeito aos direitos dos bancários e bancárias”, declarou.

A diretora do sindicato e empregada do Bradesco, Eliana Lima, chamou atenção para as condições enfrentadas pelos trabalhadores e trabalhadoras que permanecem nas unidades após a redução do quadro de pessoal.

“O que o Bradesco está fazendo é uma covardia dupla: penaliza a sociedade fechando portas e esmaga o trabalhador que fica. Nossos colegas estão adoecendo sob o peso de metas inatingíveis e jornadas desumanas. Estar aqui no MPT é uma resposta firme de que não aceitaremos calados esse processo de desmonte e precarização”, afirmou.

Encaminhamentos no Ministério Público do Trabalho

Durante a reunião, representantes do sindicato e da assessoria jurídica apresentaram ao MPT as denúncias relacionadas às demissões, ao fechamento de agências e às condições de trabalho no Bradesco. O órgão recebeu os relatos e deverá avaliar os encaminhamentos cabíveis no âmbito de sua atuação.

Também participaram da audiência o secretário de Políticas Sindicais, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e funcionário do banco, Edegar Alves Martins, além da advogada Adryssa Diniz e do advogado Luiz Fernando Galiza, responsáveis pela assessoria jurídica do sindicato no caso.

O Sindicato dos Bancários do Pará seguirá acompanhando os desdobramentos da denúncia junto ao MPT e cobrando esclarecimentos do Bradesco sobre os critérios adotados para o fechamento de agências e as demissões, além de medidas para garantir condições adequadas de trabalho e atendimento à população.

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