CN2026: Saiba como funciona a contribuição negocial e seu pedido de oposição (exclusivo Caixa Econômica Federal)

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Prazo para oposição à Contribuição Negocial inicia às 9h de 05.10.2026 e encerra às 17h no dia 08.10.2026 e vale para sindicalizados e não sindicalizados da Caixa Econômica Federal, mediante carta de próprio punho, em formulário fornecido pelo Sindicato. Leia com atenção!

O Sindicato dos Bancários do Pará esclarece à categoria que a oposição à Contribuição Negocial somente ocorre para os empregados da Caixa, filiados ou não à entidade, haja vista regra específica definida em Acórdão do TST, por ocasião do julgamento do Dissídio de greve em 29.09.2026. Assim, o prazo estabelecido visa o cumprimento da decisão judicial, que obriga as partes a garantir oposição ao desconto, o que só é possível antes do fechamento de folha (na Caixa ocorre dia 8) e pagamento das verbas devidas (previstas para o dia 20). Considerando que a data de fechamento da folha, as partes fixaram prazo nacional para recebimento das solicitações e envio de informações necessárias em tempo hábil.

Para se opor ao desconto, é necessário preencher formulário do Sindicato (disponível em nosso site), com trecho de oposição ao desconto escrito de próprio punho e devidamente assinado. Após digitalização, enviar o formulário através e-mail pessoal do bancário solicitante para secretariageral@bancariospa.org.br, com assunto “OPOSIÇÃO CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL. Atenção! A escrita de próprio punho e uso de e-mail pessoal garante a dispensa de reconhecimento de assinatura e inibe práticas antissindicais, sendo vedada o envio de cartas por terceiros. Ainda, serão desconsideradas solicitações fora do prazo e padrão disponibilizado (formulário).

Obs. A devolução da contribuição, com prazo de 13.10 a 1ª.11.2026, válida pros 2 anos da norma e para os bancários e bancárias sindicalizados dos demais bancos, não se aplicará aos empregados/as da Caixa Econômica Federal, pois a decisão do TST fixou a oposição para esta empresa, que será realizada anualmente.

O que é a contribuição negocial?

Além dos direitos mantidos das normas coletivas anteriores e a conquista de novos benefícios (85% acima do que prevê a legislação trabalhista, segundo Dieese), a Convenção Coletiva de Trabalho aprovada pelos bancários na Campanha Nacional 2026, prevê também a contribuição negocial de 1,5% sobre o salário de setembro, com piso de R$ 62,46 (sessenta e dois reais e quarenta e seis centavos) e teto de R$ 312,25 (trezentos e doze reais e vinte e cinco centavos); e 1,5% sobre a PLR, com teto de R$ 262,30 (duzentos e sessenta e dois reais e trinta centavos). A regra é aplicada em 2026 e corrigida em 2027, com base no INPC/IBGE, acumulado entre setembro de 2026 a agosto de 2027, acrescido do aumento real de 0,6%. Vale registrar que a contribuição não teve mudanças de regras, apenas atualização dos tetos, conforme reajuste da Convenção.

Essa contribuição é utilizada para auxiliar no financiamento das entidades sindicais e despesas da Campanha Nacional, como a realização da Conferência Estadual, encontros estaduais do Banco do Brasil, Caixa e Banpará, Congresso do Banco da Amazônia, além do envio de delegações do Pará aos Congressos Nacionais dos bancos públicos, encontros nacionais de bancos privados e Conferência Nacional. Esse é o processo de construção da nossa pauta entregue aos banqueiros.

Além disso, há as participações nas reuniões do Comando Nacional e negociações específicas, bem como visitas a diversas cidades do estado, produção de jornais informativos, materiais alusivos aos temas negociados e possível movimento de greve, como adesivos, faixas e camisas. Esse recurso é muito importante também para manter as assessorias técnicas das entidades, tais como advogados, economistas do Dieese, jornalistas, pessoal de apoio, entre outros.

Vale ressaltar que o percentual estabelecido é menor do que a soma do antigo imposto sindical (que era de 3,33% ou um dia de trabalho descontado em março, sem teto) e do desconto assistencial (no Pará era de 1%), que totalizava 4,33% e não possuía tetos nominais de valores.

Os outros 30% são divididos entre a Federação, Confederação e Central Sindical, razão pela qual o sindicato não pode fazer a devolução, mas ressalta que tal valor é importante, pois são essas entidades que promovem a luta nacional da classe trabalhadora, organizam mobilizações, acompanham o trâmite de projetos de lei danosos no Congresso Nacional, dentre outras articulações fundamentais.

Contribua com o seu Sindicato! Não faça a oposição, a luta é coletiva!

Este ano, mesmo com as estratégias da FENABAN de tentar dividir a categoria bancária, a nossa organização garantiu a manutenção de todos os direitos previstos na convenção coletiva, novas cláusulas (destaque ao direito à desconexão e indenizações adicionais em caso de desligamentos) e ganho real nos 2 anos acordados. Nossa força e capacidade de mobilização fazem a diferença. E não se faz a luta sem recursos.

São direitos usufruídos tanto por sindicalizados quanto pelos bancários que não são sindicalizados. É muito importante fortalecer as entidades do movimento sindical na atual conjuntura e contribuir com recursos para a resistência da classe trabalhadora, que temos organizado em conjunto com outras categorias.

O valor pode representar pouco para cada um, mas é somando que nos fortalecemos! Os benefícios são para todos! Juntos somos mais fortes!

É importante registrar que, nas assembleias sindicais, encontros, congressos e conferências, os associados e não associados se manifestaram livremente, todos igualmente beneficiários do instrumento coletivo em sua globalidade, assegurada a oposição em assembleia, ao fim de processo negocial estruturado  em diversas etapas desde a elaboração da pauta de reivindicações, diversas reuniões com representação econômica em nível nacional, até a sua aprovação final para a composição da data-base,  com fundamento no princípio da solidariedade, observando a autonomia coletiva da deliberação, a razoabilidade, a proporcionalidade e a capacidade econômica da categoria, deliberaram pela instituição da contribuição negocial. Inclusive na 21ª Conferência Estadual Bancária que reuniu, nos dias 22 e 23 de maio, mais de 150 bancárias e bancários de todo o Pará, filiados e não filiados, foi aprovada pela maioria dos presentes a cobrança da contribuição negocial à todos, reconhecendo a necessidade coletiva de financiamento da luta.

Acesse aqui o formulário de oposição 2026.

 

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