Ato realizado na manhã desta terça-feira (13/05), em frente à matriz do Banco da Amazônia, em Belém, denunciou atraso no pagamento da Participação nos Lucros e Resultados
Mesmo com chuva fraca na manhã desta terça-feira, empregadas, empregados do Banco da Amazônia e dirigentes sindicais do SEEB Pará, realizaram ato em frente à matriz do banco, para cobrar o pagamento imediato da PLR. Vestida de preto, a categoria levou cartazes e reforçou a campanha “Preto na roupa, pressão na direção do banco: PLR Já!”, como símbolo de unidade, protesto e pressão.
A mobilização denunciou que o Banco da Amazônia ainda não quitou integralmente a PLR referente ao exercício de 2025, mesmo após a divulgação do resultado da instituição. Para o Sindicato, o atraso penaliza diretamente os trabalhadores e trabalhadoras, que são responsáveis pela construção dos lucros do banco e contam com esse pagamento como parte fundamental de sua organização financeira.
Durante o ato, a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira, destacou que a PLR é resultado da negociação coletiva e uma conquista da categoria bancária. Ela lembrou que a Participação nos Lucros e Resultados está prevista em acordo coletivo e que, no último processo negocial, houve uma vitória importante: a ampliação do teto de pagamento da PLR no Banco da Amazônia, de 3 para 4 remunerações.
“A PLR existe por negociação coletiva. É um item de campanha salarial, previsto em acordo coletivo, e o resultado do banco é fruto do trabalho dos seus empregados e empregadas. Nada mais justo do que receber a PLR como reconhecimento desse trabalho”, afirmou Tatiana.
A presidenta também criticou a contradição entre a cobrança de metas dos funcionalismo do Basa e o atraso no pagamento da PLR. De acordo com ela, a categoria precisou cumprir suas metas dentro do prazo, até 31 de dezembro de 2025, mas o banco não garantiu o pagamento no período esperado.
“A PLR está atrasada. O pagamento pode passar do período esperado, mas a meta dos trabalhadores e trabalhadoras não podia passar de 31 de dezembro de 2025”, destacou.
Tatiana reforçou ainda que esse atraso afeta diretamente a vida financeira da categoria, especialmente porque muitos empregados e empregadas contam com a PLR para cobrir despesas que o salário mensal já não consegue comportar.
“Os trabalhadores e trabalhadoras contam com a nossa PLR para tratar despesas extraordinárias da vida, porque o salário já está comprometido. É muito ruim a categoria esperar receber a PLR no prazo em que o banco sempre paga e, quando chega o momento, o pagamento não vem”, afirmou.
O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do BASA e diretor jurídico do SEEB, Cristiano Moreno, também cobrou planejamento por parte da direção do banco. Para ele, a instituição tem condições de se organizar para pagar a PLR no início do ano, como ocorre em outros bancos públicos federais.
“O Banco da Amazônia é o banco que mais tarde paga sua PLR. Poderia ajustar suas datas e seus números, a exemplo da Caixa, do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste, para pagar a PLR logo no começo do ano”, afirmou Cristiano.
O dirigente ressaltou que o atraso não é inevitável e que o banco precisa planejar melhor seus processos internos, como fechamento de balanço, envio aos órgãos competentes e deliberação junto às instâncias administrativas, para que o funcionalismo não seja penalizado.
“Nós entendemos que existem impedimentos legais, mas sabemos que basta o Banco da Amazônia ter planejamento, fechar seu balanço mais cedo, enviar aos órgãos reguladores, ao conselho de administração, fazer a assembleia dos acionistas mais cedo e, logo no início do ano, pagar a PLR dos empregados e empregadas”, completou.
Para o Sindicato, a mobilização desta terça-feira reforça que a categoria está atenta, organizada e disposta a seguir pressionando até que o banco cumpra seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras. A orientação é manter a unidade, ampliar a visibilidade da campanha e seguir denunciando o atraso da PLR.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários
Além da pauta central da PLR, o ato também registrou a cobrança por avanços no Plano de Cargos, Carreiras e Salários. O Sindicato informou que, em mesa realizada com o banco, foi apresentada uma primeira proposta sobre o tema, mas reforçou a necessidade de acesso ao material completo e de análise detalhada antes de qualquer posicionamento. Para a entidade, a discussão do PCS é histórica e precisa avançar com transparência, segurança e participação da categoria.
PLR Já! A luta veste preto.
Fonte: Bancários PA