Vindos de várias unidades, bancários e bancárias do Banco do Brasil (BB), Caixa e Banco da Amazônia (Basa) se concentravam em frente aos piquetes para intensificar o quinto dia de greve da categoria em todo o Pará.
“Faz parte também da nossa estratégia de luta combinarmos um ponto de concentração para conversarmos com os colegas e daqui nos dividirmos para irmos dialogar com quem ainda não aderiu ao movimento paredista mesmo rejeitando a proposta de cada banco. E nesse trabalho de formiguinha vamos aumentando nossa pressão pela reabertura das mesas de negociação específica. Aos que estão chegando agora, nosso muito obrigada, e especialmente aos que se somam desde o primeiro dia de greve”, destaca a presidenta do Sindicato e membra do Comando Nacional, Tatiana Oliveira, que também é bancária da Caixa e junto com outros trabalhadores e trabalhadoras percorreram os andares do Edifício Sede.
Na Av. Presidente Vargas, principal corredor financeiro de Belém, a concentração foi na matriz do Basa. “O funcionalismo rejeitou a proposta na assembleia da última sexta-feira e cá estamos no quinto dia de greve em frente ao prédio onde acontecem as negociações quando elas são presenciais. Esperamos que a Comissão de Negociação do banco reabra a mesa com uma proposta que atenda aos anseios dos principais responsáveis pela rentabilidade do banco, seus trabalhadores e trabalhadoras”, aponta o coordenador da COE Basa e diretor jurídico do Sindicato, Cristiano Moreno.
No 1º semestre desse ano, o lucro líquido do Banco da Amazônia foi de R$ 353,1 milhões, e o saldo da carteira de crédito cresceu 7,1% no primeiro semestre ano a ano, para R$ 67,3 bilhões.
Já o funcionalismo do BB se reuniu, mais uma vez, em frente ao Complexo Humaitá, onde ocorrem as principais movimentações financeiras do banco e boa parte dos bancários e bancárias já aderiram à greve.
“A união e mobilização são nossa força diante do poder dos bancos, por isso a importância da greve de fato, que é a de parar as atividades, até que se venha uma proposta decente. Não adianta rejeitar e ficar trabalhando em casa ou no próprio local de trabalho e reclamando pelos corredores do que o banco ofereceu e das condições de trabalho. Quem faz a greve é cada bancário e cada bancária”, comenta a diretora da Contraf-CUT e bancária do BB, Rosalina Amorim.
Privados
Cerca de 60% das agências bancárias de bancos privados amanheceram de portas fechadas para atendimento ao público. “Diante da aprovação da nova Convenção Coletiva de Trabalho por quase a totalidade das assembleias que encerraram na sexta-feira (4), o sindicato chamou os bancários de banco privados a se manifestarem hoje (08), em assembleia virtual que vai até às 17h”, convoca o diretor do Sindicato e bancário do Itaú, Sandro Mattos.
Fonte: Bancários PA