CN2026: Bancários do Basa completam 11º dia de greve e cobram proposta decente do banco

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Empregados e empregadas do Banco da Amazônia (Basa) completam, nesta segunda-feira (14), o 11º dia de greve. Pela manhã, os trabalhadores se reuniram em frente à sede da instituição financeira, em Belém, para mais um dia de mobilização por propostas que valorizem os empregados e empregadas do banco.

A greve se mantém diante da falta de avanços nas negociações, já que a gestão do banco não avançou em pautas históricas e fundamentais para os bancários. Embora o Basa tenha apresentado uma proposta referente à PLR (Participação nos Lucros e Resultados), a avaliação dos trabalhadores é que ela, isoladamente, não atende às reivindicações do funcionalismo.

A 7ª e última mesa de negociação com o banco ocorreu no final da tarde da última terça-feira (1º), em formato virtual, dois dias depois foi realizada uma Assembleia Setorial Extraordinária que teve como pauta a deliberação da proposta apresentada pelo banco. Na ocasião, 58,6% das bancárias e dos bancários rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Diante da recusa, a categoria deflagrou greve a partir do dia 4, e desde então o Sindicato dos Bancários do Pará vem cobrando a reabertura da mesa para que o banco apresente respostas às demais reivindicações da categoria, o que vem sendo negado pelo Basa.

“Apesar de o banco ter feito uma proposta de PLR, ela não contempla os anseios da categoria”, ressalta o coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Basa, Cristiano Moreno, que também é diretor jurídico do Sindicato. Ele reforça que a categoria deseja uma nova mesa de negociações, mas cobra que o banco apresente propostas que realmente atendam às demandas do funcionalismo. “Se for necessário, a gente faz de novo 77, 78, 100 dias de greve aqui na porta até arrancar uma proposta decente”, concluiu.

 

Principais motivos para a manutenção da greve:

Programa Saúde Amazônia (plano de saúde): a categoria aguarda uma proposta efetiva do banco e cobra mais equidade, diante das grandes disparidades nos valores cobrados entre as diferentes faixas salariais.

Melhores condições de trabalho e respeito: os bancários exigem mais respeito, equidade e melhoria nas condições de trabalho.

Pressão por uma proposta decente: o movimento busca forçar a presidência e a diretoria do banco a reabrir o diálogo com as entidades sindicais e apresentar propostas adequadas às demandas da categoria.

Fonte: Bancários PA

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