CN2026: Sindicato cobra propostas concretas em ato em frente ao Banpará

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O Sindicato dos Bancários do Pará realizou na manhã desta segunda-feira (3), um ato, em frente a matriz do Banpará, localizada na Av. Presidente Vargas, bairro da Campina em Belém, para cobrar propostas concretas nas negociações da Campanha Nacional 2026.

A atividade fez parte da mobilização nacional da categoria bancária para pressionar a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a apresentar respostas, na mesa desta terça-feira (4), às reivindicações do Comando Nacional após cinco rodadas de negociação da Campanha Nacional 2026.

Na última rodada com a Fenaban, o Comando Nacional apresentou dados que reforçam a capacidade financeira dos bancos de atender às reivindicações da categoria: somente em 2025, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 124 bilhões, enquanto o setor bancário como um todo somou R$ 171 bilhões em lucro líquido.

Apesar desse cenário de alta lucratividade, um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta perdas acumuladas no poder de compra dos vales alimentação e refeição, além de queda na distribuição de PLR pelos bancos privados nas últimas décadas. Diante desse contraste, o Comando Nacional cobrou que a Fenaban apresente uma proposta concreta às reivindicações sobre remuneração, saúde e condições de trabalho já na mesa desta terça-feira.

No Pará, o Sindicato escolheu o Banpará como palco da manifestação porque, após a mobilização, representantes dos empregados e das empregadas participariam da 4ª mesa de negociação específica com o banco estadual, encontro que deveria ter ocorrido ainda em julho, mas foi reagendado pela instituição para esta segunda-feira.

Para a presidenta, a realização do ato em frente ao Banpará ampliou a pressão sobre a instituição e reforçou a disposição da categoria para lutar por avanços na mesa de negociação. “Resolvemos construir este Dia Nacional de Luta em frente ao Banco do Estado porque teríamos uma negociação logo depois. Em nome dos empregados e das empregadas do Banpará, esperamos que o banco apresente propostas concretas e que representem avanços nos direitos da categoria”, afirmou. 

Ela lembrou que o Banpará conta com mais de 2.700 funcionários e funcionárias e que a categoria espera” que essa mesa possa trazer vitórias, ampliação de direitos e mais recursos para o bolso dos empregados e empregadas que constroem todo dia o resultado do banco do estado do Pará”.

Uma das pautas centrais da negociação com o Banpará é o novo Plano de Cargos e Salários (PCS), fruto de dois anos de construção coletiva do Grupo de Trabalho (GT PCS), formado após deliberação da campanha salarial anterior para debater as demandas da categoria. De acordo com O diretor e funcionário do Banpará, Otoniel Costa, “a maior parte das propostas apresentadas pelo grupo foi construída de forma consensual e reúne condições de ser implementada pelo banco, podendo garantir progressão, reconhecimento, remuneração e desenvolvimento na carreira dos empregados e empregadas”, afirmou.

Otoniel Costa também ressaltou que o Sindicato participa da negociação em conjunto com a Associação dos Funcionários do Banpará e convocou os trabalhadores e as trabalhadoras a fortalecerem as entidades representativas e as mobilizações da Campanha Nacional 2026. 

O Sindicato dos Bancários do Pará segue firme no acompanhamento das negociações com o Banpará e com a Fenaban, e não descarta intensificar a mobilização caso os bancos mantenham a intransigência nas mesas. Para Tatiana Oliveira, a resposta da categoria diante da falta de avanços é uma só: “A luta é o caminho para conquistarmos vitórias”.

 

Fonte: Bancários Pará

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