8 dias em que o bom combate foi feito e o bom senso precisou prevalecer. 59,6% dos bancários e bancárias do Banco do Brasil no Pará aprovaram a última proposta apresentada pelo banco dando fim à greve no estado, outros 38,3% rejeitaram e 2,1% se abstiveram de votar.
“Saímos de cabeça erguida da nossa greve, e mais uma vez demos exemplo sim de mobilização e unidade. Abrimos a greve no país e estamos sendo um dos últimos estados a encerrá-la com muito discernimento diante do resultado das demais bases que em sua maioria acataram a proposta. A luta continua, porque temos várias pautas que vão além do Acordo Coletivo”, destaca o diretor do Sindicato e bancário do BB, Gilmar Santos.
Enquanto o 8º dia de greve acontecia no Pará, vários estados realizavam assembleias, e pelo menos 116 bases sindicais filiadas à Contraf-CUT, entre elas Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Pernambuco, Porto Alegre, Mato Grosso, Florianópolis, Alagoas, ABC, Rondônia, Sergipe e Campinas, encerravam o movimento paredistas em seus respectivos estados.
“Temos muito orgulho de fazer parte da categoria paraense, categoria essa que teve a coragem de sair na frente, de fazer a luta e seguir firme, porque ela continua, de outra forma, mas continua. Enquanto dirigentes, precisamos ter responsabilidades, admitir nossos limites e saber o momento de seguir por outros caminhos, juntos, unidos e mobilizados. Nossos parabéns e muito obrigada aos que somaram e lutaram com a gente”, afirma a dirigente sindical e bancária do BB, Rosalina Amorim.
Entre os principais pontos previstos no ACT estão:
. PLR: crédito em até 72 horas após a assinatura do acordo (prevista para o dia 16 de setembro);
. Reconhecimento financeiro: R$ 3 mil para o público definido na Campanha de Adimplência 2026, condicionado ao atingimento do indicador;
. Cassi: adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados;
. PCR: compromisso de realização de estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração;
. Licença-paternidade: ampliação de 20 para 35 dias;
. Auxílio para filhos com deficiência: aumento de R$ 760,48 para R$ 874,55;
. Central de Relacionamento: novo salário de referência de R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027;
. PCDs: financiamento sem juros em até 96 meses para pais de filhos com deficiência e cinco jornadas para reparos em equipamentos;
. ANBIMA: abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas;
. Violência doméstica: estabilidade na função comissionada por seis meses no retorno à função após afastamento pela Lei Maria da Penha;
. Ações afirmativas: inclusão no ACT de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos;
. 31 de dezembro: abono da ausência na data;
. Endividamento: apresentação de novo modelo para enfrentamento do endividamento dos funcionários;
. Bem Viver: inclusão de egressos dos bancos incorporados, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
. SESMT: contratação da Cassi para atendimento, sempre que possível;
. União estável: licença de oito dias na formalização.
. O acordo também prevê indenização por morte decorrente de assalto de até R$ 550,5 mil e revisão de exames complementares para doenças crônicas.
Dias parados e PLR
O Sindicato vai encaminhar ofício ao Banco do Brasil para solicitar o abono dos dias parados no estado e o pagamento da parcela da PLR referente ao primeiro semestre de 2026.
Fonte: Bancários PA com Contraf-CUT