Sindicato realiza ato em Belém e Marabá em defesa do emprego e contra o fechamento de agências do Itaú

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Bancários e bancárias realizaram, na manhã desta terça-feira (17), um ato em frente à agência do Itaú localizada no bairro da Pedreira, em Belém, como parte do Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego e contra o fechamento de agências. A mobilização teve início às 9h e também contou com atividade em Marabá, reunindo dirigentes sindicais e trabalhadores da categoria.

A mobilização denuncia os impactos da reestruturação promovida pelos bancos, que têm resultado no fechamento de unidades, redução do quadro de funcionários e funcionárias e piora nas condições de atendimento à população.

Durante o ato, o Sindicato fez panfletagem e distribuiu um boletim informativo à população, denunciando as consequências dessas medidas para bancários, bancárias, usuários, usuárias e clientes.

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), somente em 2025 foram fechadas 241 agências, afetando milhares de trabalhadores e trabalhadoras. A previsão é de que outras 188 unidades sejam encerradas até maio deste ano [2026], considerando apenas a base da entidade.

“Os bancos também têm um papel social: precisam atender aposentados, pessoas de baixa renda e garantir a bancarização da população, ou seja, o direito de todos terem acesso a uma conta bancária. Isso é fundamental e não pode acontecer sem o trabalho da categoria. Por isso, questionamos o modelo dos bancos privados, que vêm fechando um número muito elevado de agências em todo o país”, ressaltou Tatiana Oliveira, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará.

Mesmo registrando lucros bilionários, o banco segue reduzindo sua estrutura física e o número de trabalhadores nas agências enquanto a base de clientes continua crescendo, o que tem provocado sobrecarga de trabalho, e consequente adoecimento dos e das trabalhadoras e a piora no acesso a um atendimento adequado nas agências.

“Na Região Metropolitana de Belém, já contabilizamos o fechamento de dez agências do Itaú, o que reduz drasticamente a capacidade de atendimento à população, que vem sendo cada vez mais empurrada para casas lotéricas e centrais de atendimento. Por isso, o Sindicato dos Bancários denuncia os bancos por esse desmonte, marcado pelo fechamento de agências e demissões. Mesmo debaixo de chuva, não vamos recuar nem deixar de denunciar a ganância desses bancos no sistema financeiro nacional”, pontuou Sandro Mattos, diretor do Sindicato dos Bancários do Pará, coordenador da COE/Itaú pela Fetec-CUT/CN.

Para o movimento sindical, essa política tem impactos diretos tanto para trabalhadores e trabalhadoras quanto para usuárias, usuários e clientes, que passam a enfrentar agências superlotadas, demora no atendimento, dificuldade de acesso aos serviços bancários e maiores deslocamentos até uma unidade física. Além disso, a substituição do atendimento presencial por canais digitais expõe a população a riscos crescentes, como fraudes e golpes virtuais.

Em Marabá, o ato foi realizado na agência do Itaú na Velha Marabá, após o fechamento da unidade da Nova Marabá, em dezembro do ano passado. “A mobilização buscou pressionar o banco a avançar nas reivindicações da categoria, especialmente na pauta de saúde, já que bancários e bancárias têm adoecido em função de metas abusivas, enquanto o lucro segue crescendo sem retorno para clientes e para a classe trabalhadora”, afirmou Heidiany Moreno diretora de meio ambiente da entidade sindical. A dirigente também destacou que a digitalização dos serviços exclui parte da população sem letramento digital, realidade ainda mais presente na região amazônica.

O Sindicato reforça que continuará mobilizado em defesa dos empregos, por melhores condições de trabalho para a categoria bancária e o respeito ao atendimento adequado dos seus clientes.

 

Fonte: Bancários PA

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