Primeira mesa de negociação debateu pautas tiradas do Congresso Nacional dos Empregados do BASA; novos encontros estão agendados para os dias 22 e 27 de julho
Teve início nesta quinta-feira (16) a mesa específica de negociação entre as entidades representativas dos trabalhadores e a direção do Banco da Amazônia (BASA). O encontro inaugural abriu oficialmente o calendário de discussões para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de 2026, tendo como foco central o debate sobre as cláusulas sociais e as condições de trabalho do funcionalismo. Toda a pauta levada à mesa tem como base as resoluções aprovadas de forma democrática pela categoria durante o último Congresso Nacional dos Empregados do Banco da Amazônia.
Durante a rodada, a representação dos trabalhadores enfatizou que o desenvolvimento econômico promovido pelo banco na região norte precisa vir acompanhado de contrapartidas sociais robustas e da proteção à integridade de seu corpo funcional.
A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará (SEEB/PA), Tatiana Oliveira, ressaltou o papel político da mobilização e a responsabilidade da instituição com quem atua na ponta.
“Sabemos que o Banco da Amazônia desempenha um papel social indispensável no desenvolvimento da nossa região, e esse papel só se concretiza graças ao esforço diário de cada bancária e bancário. Queremos avanços reais que garantam dignidade, valorização profissional e a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores. Nossa mobilização é a chave para arrancarmos uma negociação justa e que respeite quem de fato constrói a riqueza e a força desse banco”, declarou a dirigente.
O coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE/BASA) e diretor jurídico do Sindicato, Cristiano Moreno, reforçou que as reivindicações apresentadas na mesa refletem diretamente o sentimento coletivo da base.
“As reivindicações que trouxemos hoje são fruto do acúmulo de discussões e da organização coletiva do nosso último Congresso. Nossa prioridade absoluta nesta mesa, ao debatermos as cláusulas sociais e as condições de trabalho, é dar respostas concretas aos anseios de quem está na ponta. Precisamos combater energicamente o assédio, assegurar um ambiente de trabalho saudável e garantir que as novas tecnologias facilitem a rotina, em vez de aumentar a cobrança por metas desumanas. A COE/BASA estará vigilante e firme em cada etapa deste processo”, pontuou Cristiano Moreno.
As negociações entre as entidades de classe e o banco público terão prosseguimento rápido para dar vazão ao restante da pauta de reivindicações da minuta dos trabalhadores. Conforme o cronograma acordado entre as partes ao final do encontro, as próximas rodadas de debates já estão agendadas e ocorrerão nos dias 22 e 27 de julho.
Estiveram presentes na mesa de debates, por parte das entidades representativas dos trabalhadores, Tatiana Oliveira (presidenta do SEEB/PA), Cristiano Moreno (Diretor Jurídico do SEEB/PA, coordenador da COE/BASA e empregado do banco), Rosalina Amorim (diretora da CONTRAF/CUT e SEEB/PA), Ronaldo Fernandes (diretor da FETEC/CUT-CN e do SEEB/PA e empregado do banco), Ricardo Vitor (diretor do SEEB/RO e empregado do banco), Rubens Tabajara (diretor do SEEB/PA e empregado do banco) e Luiz Fernando Galiza (Assessor Jurídico do SEEB/PA).
Representando a empresa, participaram Francisco Moura (assessor da presidência), Anderson Pereira (gerente executivo da GEPES), Daniela Vasconcellos (coordenadora da GEPES) e Girley Aleixo (analista da GEPES).