A pergunta que não quer calar entre o funcionalismo do Banco da Amazônia é ‘e a PLR, quando cai?’. O Sindicato esteve reunido nesta sexta-feira (8), em formato virtual, com a direção do banco em busca de respostas.
“O Basa é o último banco a pagar a PLR e esse ano, infelizmente vai demorar mais um pouco. Solicitamos à instituição financeira celeridade na resolução dos problemas operacionais que segundo o banco, atrasaram o pagamento. Bem sabemos que todos e todas se programa para o período, com base no calendário de anos anteriores, e ser pego assim, de surpresa, impacta na programação orçamentária e familiar. O lucro é fruto do trabalho coletivo e a PLR deve ser paga com a mesma agilidade que o banco exige resultados de suas equipes”, argumenta a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.
De acordo com o Basa, a implantação de um core banking (sistema de back-end central que processa transações, gerencia contas, depósitos e empréstimos em tempo real para bancos e fintechs) tem impactado o setor de contabilidade e alguns processos, o que ocasionou a demora na divulgação do resultado.
Ainda nesta sexta (8), o banco irá publicar o edital de convocação da Assembleia Geral Ordinária dos acionistas para o dia 9 de junho, após a reunião tem um período mínimo de 8 dias úteis para a distribuição de dividendos, e só a partir daí é que divide-se a PLR entre os bancários e bancárias. Mas a data de pagamento definitiva ainda não há.
“Queremos aqui ratificar o pedido que assim que o banco tenha a data nos avise de prontidão, pois os colegas estão ansiosos na espera por esse valor. A categoria está indignada. O banco, primeiro atende aos acionistas e deixa os empregados e empregadas esperando por até mais um mês após a assembleia. Não aceitaremos esse cronograma de braços cruzados. O Sindicato e a COE Basa exigem que o Basa adote o mesmo ritmo de eficiência dos outros bancos federais”, destaca o coordenador da COE Basa e diretor jurídico do SEEB/PA, Cristiano Moreno.
Distribuição
O montante de distribuição total fica limitado a 9,25% do Lucro Líquido obtido no exercício, ou ao limite previsto no Parágrafo único do art 2° da Resolução nº 010, de 30.05.1995, do Conselho de Coordenação e Controle das Empresas Estatais – ССЕ, о que for menor, bem como, a remunerações do empregado, dividido em dois módulos independentes:
a) Módulo Básico – até 6,25% do Lucro Líquido;
b) Módulo Social – até 3,00% do Lucro Líquido.
Lucro em 2025
O Banco da Amazônia (encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 1,11 bilhão, queda de 2,4% em relação ao ano anterior. Segundo a administração, o resultado ocorreu em meio a condições financeiras mais restritivas e maior pressão sobre a inadimplência. Apesar disso, o banco manteve expansão relevante da carteira de crédito.
A carteira de crédito total atingiu R$ 66,8 bilhões, avanço de 20,4% em 12 meses, sustentada pela ampliação das operações e diversificação das fontes de funding. O patrimônio líquido chegou a R$ 7,2 bilhões, alta de 9,7%. O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) foi de 16,2%, recuo de 2,09 pontos porcentuais.
Do lado operacional, as contratações de crédito somaram R$ 23,8 bilhões no ano, crescimento de 31%, evidenciando a demanda aquecida por financiamentos na região. No crédito de fomento, foram R$ 20,2 bilhões contratados, alta de 30%.
As receitas acompanharam esse movimento. A instituição destacou crescimento de 22,3% nas receitas totais, impulsionado pela expansão de 31% nas operações de crédito e pelo avanço das receitas de tesouraria e serviços.
Intensificar a mobilização
O Sindicato dos Bancários convoca todo o funcionalismo do Basa a intensificar a mobilização pelo pagamento da PLR já. Na próxima quarta-feira (13), o pedido da entidade sindical é de que todos e todas vistam alguma peça na cor preta para trabalhar, reúnam os colegas do setor, façam fotos, publiquem nas redes com a hashtag #PLRJÀ, marquem o perfil do Sindicato.
Pelas entidades, também participaram Ronaldo Fernandes (Fetec-CUT/CN), Rosalina Amorim (Contraf-CUT), Ricardo Vitor (presidente SEEB-RO).
O Banco da Amazônia foi representado por Anderson Pereira (gerente da GEPES), Daniela Vasconcelos (coordenadora da GEPES), José Aldo da Silva (gerente de controladoria), Francisco de Oliveira Moura (assessor da presidência).
Fonte: Bancários PA