Entidades sindicais alertam trabalhadores sobre proposta de PCCS do Banco da Amazônia

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As entidades sindicais representativas dos trabalhadores e trabalhadoras do Banco da Amazônia divulgaram uma nota conjunta manifestando preocupação com a proposta de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) apresentada pela direção do Basa.

No documento, as entidades afirmam que a proposta, até o momento, não atende às expectativas da categoria, especialmente no que diz respeito à valorização profissional, à correção de distorções históricas e à preservação de direitos já conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras.

“A proposta apresentada até agora ainda está longe de contemplar aquilo que a categoria vem reivindicando. Esperamos uma resposta concreta para pontos fundamentais, como a valorização real dos empregados, a correção de distorções históricas, a garantia de crescimento na carreira e a preservação dos direitos já conquistados. Da forma como foi colocada, a proposta ainda não atende às necessidades dos trabalhadores nem reconhece, na medida necessária, a importância do papel que desempenhamos.”, destacou o coordenador da COE Basa e diretor jurídico do Sindicato, Cristiano Moreno.

Um dos pontos mais graves é que o banco ainda não entregou às entidades sindicais um documento formal, completo e detalhado sobre o novo PCS. Até o momento, segundo a nota, a proposta foi apresentada apenas por meio de slides em PowerPoint, sem informações suficientes para que os trabalhadores possam avaliar, com segurança, seus impactos na vida funcional e na remuneração.

“Cobramos transparência em todo esse processo. Uma mudança dessa dimensão, que pode impactar diretamente o presente e o futuro de milhares de empregados e empregadas, não pode ser conduzida sem dados concretos, sem simulações, sem critérios claros de enquadramento e sem respostas objetivas às dúvidas da categoria. Estamos exigindo responsabilidade, diálogo e clareza”, afirma a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira. 

Entre as preocupações levantadas estão os impactos da proposta na conta de proventos do banco, a perspectiva futura dessa conta e os efeitos reais sobre a recomposição salarial dos trabalhadores. As entidades lembram que o Banco da Amazônia possui uma das menores relações entre despesa de pessoal e patrimônio líquido quando comparado a outros bancos, o que reforça a necessidade de maior investimento na valorização de quem constrói diariamente os resultados da instituição.

Outro ponto de preocupação é a relação entre início e fim de carreira, especialmente para os Técnicos Bancários. De acordo com a nota, empregados com muitos anos de banco e progressões acumuladas podem ser prejudicados, já que a nova tabela não garantiria, necessariamente, a manutenção de perspectivas salariais futuras compatíveis com o tempo de serviço e a trajetória profissional construída.

As entidades também questionam o tratamento que será dado ao Adicional por Tempo de Serviço (ATS), às funções incorporadas, às gratificações e às situações de empregados que já possuem salários acima da nova tabela proposta. Há preocupação de que direitos e vantagens atualmente incorporados sejam utilizados apenas para enquadramento na nova tabela, sem representar ganho real ou perspectiva de crescimento futuro.

A situação dos profissionais das carreiras técnicas e científicas também foi destacada. A nota aponta dúvidas sobre o enquadramento de categorias como Engenharia, Arquitetura, Medicina Veterinária, Tecnologia da Informação, Economia, Contabilidade e demais áreas profissionais, especialmente em relação ao respeito aos pisos nacionais, à isonomia entre carreiras de mesmo nível técnico e à preservação de direitos conquistados judicialmente.

Para as entidades, a proposta precisa garantir tratamento justo e equilibrado para todos os quadros profissionais do banco, evitando segregação salarial entre carreiras e corrigindo distorções históricas. 

Diante das incertezas, o Sindicato, junto às demais entidades, orienta os trabalhadores e trabalhadoras a não aderirem a qualquer proposta sem que haja respostas sólidas e esclarecimentos formais por parte do Banco da Amazônia. 

O sindicato seguirá buscando assessoramento técnico e jurídico para avaliar a proposta e construir, junto com a categoria, uma posição coletiva em defesa de um PCCS que eleve salários, valorize quem constrói diariamente os resultados da instituição e faça justiça histórica aos trabalhadores do Basa.

Assinam a nota: SEEB-PA, CONTRAF, AEBA, CONTEC, SEEB-AC, SEEB-AM, SEEB-CARAUARI-AM, SEEB-MA, SEEM-MT, SEEB-RO, SEEB-RR, SENGE-PA, SINTRAF-AP e SINTEC-TO.

Fonte: Entidades sindicais / Bancários PA

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