Banco manteve posições sobre as cláusulas específicas, e representação sindical exigiu respostas que resultem em conquistas para a categoria
A quarta rodada de negociação entre as entidades sindicais e o Banco da Amazônia terminou sem propostas concretas para as reivindicações específicas dos empregados e empregadas. Na reunião, realizada nesta quinta-feira (6), o banco apresentou seu posicionamento sobre as cláusulas da minuta, mas não indicou mudanças capazes de representar novas conquistas para a categoria.
A representação sindical criticou a falta de resultados após quatro encontros e ressaltou que a mesa específica não pode se limitar à leitura das reivindicações ou à manutenção automática das regras atuais. As entidades defendem que o Banco da Amazônia apresente respostas próprias para questões que dependem de decisões internas da instituição.
“Há reivindicações que podem ser analisadas pelo banco sem prejuízo à instituição e que contribuem para melhorar a organização e as condições de trabalho. Nossa expectativa é que essas propostas recebam respostas efetivas nas próximas mesas”, afirmou Tatiana Oliveira, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará.
Banco mantém posições sobre cláusulas específicas
A rodada foi dedicada às cláusulas sindicais e sociais. Em grande parte dos itens, o Banco da Amazônia defendeu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho vigente ou rejeitou a inclusão das mudanças propostas pelas entidades.
Durante o debate, a representação dos trabalhadores e trabalhadoras defendeu o fortalecimento da organização sindical, a segurança da representação coletiva e a melhoria das condições de trabalho. Alguns pontos serão analisados internamente pelo banco ou encaminhados para avaliação jurídica.
As entidades também contestaram a postura de vincular as definições da mesa específica apenas aos resultados da negociação nacional com a Fenaban. Embora as cláusulas gerais da categoria tenham relação com a mesa nacional, existem reivindicações próprias dos funcionários e funcionárias do Banco da Amazônia que precisam ser respondidas pela direção da instituição.
“Chegamos à quarta rodada sem uma novidade concreta para apresentar à categoria. Resolver demandas administrativas é importante, mas campanha salarial se mede por conquistas. O banco precisa trazer ganhos específicos para os empregados e empregadas”, declarou Cristiano Moreno, diretor jurídico do Sindicato e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados do Banco da Amazônia – COE/BASA.
Para as entidades, o processo negocial precisa produzir resultados que dialoguem com as preocupações existentes nos locais de trabalho, principalmente diante das discussões sobre o Plano de Cargos e Salários, a assistência à saúde e o desempenho financeiro do banco no primeiro semestre.
A representação sindical reafirmou que seguirá acompanhando cada etapa da campanha e mobilizando os trabalhadores e trabalhadoras. A continuidade das negociações exige que o banco abandone a postura de apenas registrar as reivindicações e passe a apresentar respostas que possam ser avaliadas pela categoria.
Próximas rodadas
A negociação terá continuidade no dia 11 de agosto, com uma reunião específica sobre a Participação nos Lucros e Resultados – PLR. O banco deverá apresentar os indicadores e as metas do programa referentes a 2026, além dos resultados alcançados no primeiro semestre.
Uma nova rodada está prevista para o dia 17 de agosto, quando deverão ser discutidas as cláusulas econômicas. A data é indicativa e poderá ser ajustada conforme o andamento da negociação nacional com a Fenaban.
As entidades esperam que, além de informar como tratará a proposta nacional, o Banco da Amazônia apresente medidas próprias que valorizem os empregados e empregadas e reconheçam a contribuição da categoria para os resultados da instituição.
Participaram da reunião, representando os trabalhadores e trabalhadoras, Tatiana Oliveira, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará; Cristiano Moreno, diretor jurídico do Sindicato, coordenador da COE/BASA e empregado do banco; Ronaldo Fernandes, diretor da Fetec-CUT/CN e do Sindicato e empregado do banco; Rubens Tabajara diretor do Sindicato e empregado do banco; e Luiz Fernando Galiza, assessor jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará.
Pelo Banco da Amazônia, participaram Francisco Moura, assessor da Presidência; Anderson Pereira, gerente executivo da Gestão de Pessoas; Daniela Vasconcellos, coordenadora da Gepes; e Girley Aleixo, analista da Gepes.