O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro do Estado do Pará manifesta repúdio à presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e à diretoria da instituição pelas medidas adotadas contra os bancários e bancárias da base paraense durante a Campanha Nacional 2026.
O Banco do Brasil não apenas deixou de pagar o adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos funcionários e funcionárias da nossa base, como também efetuou o desconto, em folha de pagamento, dos dias de paralisação.
Para o Sindicato, a combinação dessas medidas caracteriza uma prática de retaliação e punição contra trabalhadores e trabalhadoras que participaram da mobilização sindical e exerceram legitimamente o direito de lutar por melhores condições de trabalho.
Não é aceitável que salário e PLR sejam utilizados como instrumentos de pressão contra uma base que participou das assembleias, debateu as propostas apresentadas pelo banco e decidiu coletivamente os rumos da mobilização.
A responsabilidade por essa condução é da presidenta Tarciana Medeiros e da diretoria do Banco do Brasil. O Sindicato exige a reversão dos descontos realizados, o pagamento do adiantamento da PLR aos bancários e bancárias do Pará e o respeito à organização sindical da categoria.
A atual gestão ficará marcada pela forma como tem tratado o funcionalismo durante esse processo. Para este Sindicato, Tarciana Medeiros entra para a história como a pior presidenta do Banco do Brasil na relação com seus trabalhadores e trabalhadoras.
O Sindicato não se furtará a adotar todas as medidas sindicais, administrativas e jurídicas cabíveis para buscar a reversão dos prejuízos impostos à nossa base e enfrentar qualquer prática antissindical.
Seguiremos cobrando o Banco do Brasil até que os direitos dos bancários e bancárias sejam respeitados.
Nenhum trabalhador ou trabalhadora pode ser punido por se organizar, participar de uma mobilização ou lutar por seus direitos.
Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará