Banco alterou proposta sobre os dias parados, mas entidades avaliam que ainda não houve avanço suficiente; greve continua
A greve dos empregados e empregadas do Banco da Amazônia chegou, nesta quinta-feira (17), ao 14º dia, com piquete em frente à matriz do banco e uma nova rodada de negociação ao longo do dia.
Pela manhã, enquanto os trabalhadores e trabalhadoras permaneciam concentrados na matriz, representantes das entidades sindicais participaram de mesa de negociação com o Banco da Amazônia. Na ocasião, a empresa apresentou uma alteração em relação aos dias parados, prevendo o abono de 20% e a compensação do período restante.
As entidades reiteraram a reivindicação pelo abono integral dos dias de greve e cobraram novos esforços do banco para avançar nas negociações.
A mesa foi suspensa e retomada às 15h30. Na segunda rodada do dia, o Banco da Amazônia modificou novamente os termos apresentados, passando a prever o abono de 50% dos dias parados e a compensação dos demais 50%.
Apesar da mudança, a avaliação das entidades é de que o conteúdo apresentado ainda é insuficiente diante das reivindicações dos empregados e empregadas. A comissão de negociação analisa agora os termos da última proposta e deverá fazer um chamamento à categoria do Basa para uma reunião para discutir os próximos encaminhamentos.
Em relação ao Programa Saúde Amazônia, o banco informou que, por limitações legais, as mudanças discutidas somente poderiam ser implementadas a partir de 2027.
Greve segue com atos
Ao longo do dia, empregados e empregadas mantiveram o piquete em frente à matriz do Banco da Amazônia, acompanhando as negociações e reforçando as reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários.
Nesta sexta-feira, está previsto um novo ato em frente ao banco. O Sindicato convoca os trabalhadores e trabalhadoras a participar da atividade e fortalecer o movimento.
A greve continua.
Fonte: Bancários Pará