CN2026: 18º Encontro Estadual do Banpará reúne mais de 130 bancários e bancárias de todo o Estado

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Mais de 130 bancários e bancárias do Banpará, de várias regiões do Pará, reunidos à distância, construíram juntos e juntas, na noite desta quarta-feira (20), a minuta de reivindicações a ser entregue à direção do banco em data a ser definida.

O 18º Encontro Estadual do Banpará começou com as boas-vindas e agradecimentos. “Nosso muito obrigada a todos e todas que mesmo depois de um dia cheio de trabalho, compromissos, se dispuseram a estar aqui junto com a gente para debater o documento por onde começamos a nossa Campanha Nacional que é a minuta de reivindicações, temos também a Consulta disponível para responder até o dia 31 de maio em nosso site”, destaca a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

A presidenta da CUT Pará, Vera Paoloni, realizou saudação de abertura, falando sobre a conjuntura eleitoral de 2026, como um ano decisivo de rumos para o pais, pois há disputa de clara de projetos.

A presidenta da Afbepa, Kátia Furtado, também realizou saudação e agradeceu a participação do funcionalismo no Encontro.

Mas a luta da categoria bancária inclui o fim da escala 6×1, em solidariedade a quem vive com apenas 1 dia de descanso. Infelizmente, parlamentares inimigos do povo demonstraram o quanto odeiam a classe trabalhadora ao proporem emendas que aumentam a jornada de trabalho das atuais 44 horas para até 52 horas e retiram as conquistas previstas na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

“Vários especialistas e países que já adotaram a escala 5×2 e até a 4×3 comprovam o quanto ela é benéfica para o trabalhador e trabalhadora, como para a empresa. Com mais tempo livre é natural que as pessoas saiam mais com suas famílias para aproveitar seus dias de descanso, principalmente as mulheres, que em vez de ficarem em casa numa segunda jornada de trabalho poderão ter mais tempo para elas. A mobilização da nossa Central Única dos Trabalhadores e Trabalhadoras continua nas ruas e nas redes”, explica a diretora da CONTRAF e de meio ambiente da CUT Brasil, Rosalina Amorim.

Após a leitura do regimento com destaque no artigo 1º para a inclusão da palavra ‘interesses’, os debates começaram com sugestões de reivindicações dos bancários e bancárias. Todas as propostas foram aprovadas por consenso, veja algumas delas:

. Valorização da remuneração, como salário, PLR e funções;
. Efetivação do Plano de Cargos e Salários debatido no GT PCS e retomada do grupo;
. Valorização da Comissão de Agente de Call Center com aumento de 65% do valor atual;
. Auxílio-creche/ babá estendido por pelo menos mais 2 anos;
. Equiparar direitos dos filhos e filhas de funcionários PCD’s para que os mesmos direitos sejam dados aos bancários e bancárias PCD’s, como redução de jornada e auxílio financeiro;
. Criação do tíquete-alimentação extra no Dia do Bancário e da Bancária regrado no Regulamento de Pessoal com as devidas correções;
. Auxílio por acidente de trabalho ou doença profissional: complementação integral da remuneração em afastamentos por acidente de trabalho ou doença profissional por até 4 anos; demais doenças ou acidentes por até 3 anos;
. Revisão da cláusula de desligamento, garantindo a permanência até os 75 anos.

“A participação dos colegas foi riquíssima, falando do seu dia a dia e suas propostas. A nossa unidade em fazer a luta e construir estratégias começou bem, com os encaminhamentos aprovados sem votação, por consenso. O próximo passo é reunir as propostas apresentadas para verificarmos o que já está contemplado ou não na última Minuta e Acordo, esse trabalho será finalizado pelas entidades para apreciação em assembleia e posterior entrega ao Banpará. Continuaremos com as reuniões de avaliação após as mesas de negociação como foi em 2024. Queremos também ratificar o convite para a nossa 21ª Conferência Bancária onde iremos definir o percentual de reajuste que será apresentado e defendido nacionalmente em São Paulo para o restante da categoria. Até lá”, finaliza Tatiana Oliveira.

 

Fonte: Bancários PA

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