Em reunião virtual com Banco da Amazônia, realizada na última quarta-feira (10/06), Sindicato e demais entidades filiadas à Contraf-CUT, criticaram o novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e pediram a suspensão do prazo de adesão até entendimento entre as partes. O banco afirma que quer dialogar com a representação sindical, no entanto, não apontou qualquer possibilidade de mudança no que foi apresentado e negou a suspensão da adesão que está em curso. Diante do impasse, a orientação é a não adesão ao PCS e o engajamento nas agendas de luta unificadas das entidades, como o ato do dia 15, em todas as bases do Banco.
As entidades representativas aproveitaram o espaço para manifestar suas ponderações e apontar pontos que necessitam de ajustes. Os problemas variam segundo os cargos, assim, para o pessoal da TI, há uma desvalorização do tempo de empresa, pois todos ficarão no nível 1 da tabela. Para os TBs, que representam cerca de 75% do quadro de empregados, há perdas financeiras em médio prazo com a perda do quinquênio, por exemplo.
A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará (SEEB/PA), Tatiana Oliveira, afirmou: “Entendemos a necessidade de modernização do Plano, mas o formato atual foi apresentado sem a devida construção conjunta com a representação dos trabalhadores. Precisamos de um espaço efetivo de negociação onde as considerações dos empregados possam ser absorvidas para o aperfeiçoamento, garantindo que a transição seja amplamente positiva para todos. Da forma que está, gera incertezas e passivos judiciais”, pontuou.
Sobre o Novo Plano de Funções:
O debate estendeu-se ainda ao novo plano de funções, com as entidades reforçando que este deveria ser apresentado de forma integrada para que os funcionários tenham total clareza sobre suas perspectivas remuneratórias e para que as disparidades observadas nos simuladores sejam corrigidas. Cristiano Moreno, diretor do SEEB/PA e coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE/BASA), destacou o papel de cautela neste momento. “O papel das entidades é zelar pela segurança jurídica e financeira dos bancários. Estamos solicitando formalmente que o banco avalie essas distorções e flexibilize o diálogo antes do encerramento do prazo, pois o encarreiramento precisa fazer sentido para a realidade de quem dedicou anos de vida a esta empresa”, afirmou.
Diante do cenário de incertezas e com base nos resultados variados apresentados pelo simulador do banco, a orientação geral das entidades sindicais aos funcionários é de não realizar a adesão, enquanto se desenvolve as estratégias de luta.
Pelas entidades, a reunião também contou com a participação de Rosalina Amorim (CONTRAF/CUT), Ronaldo Fernandes (FETEC/CUT-CN), Ricardo Vitor (SEEB/RO) Cristiano Moreno (SEEB/PA) e o assessor jurídico Luiz Fernando Galiza (SEEB/PA).
Pelo Banco da Amazônia, estiveram presentes o assessor da presidência Francisco de Oliveira Moura, os representantes da GEPES Anderson Pereira, Daniela Vasconcelos e Wagner Cardoso e Ana Maria Tolotti Limão, além do advogado Igor Maurício Freitas Galvão.
Dia de Luta Unificado por mudanças no PCS
📍 15 de junho, em todas as bases com Banco da Amazônia
📌 Em Belém: concentração na Matriz do banco, a partir das 8h
No Pará, convocam o ato: SEEB/PA, AEBA, FETEC-CUT/CN e CONTRAF-CUT.
Fonte: Bancários PA