Sindicato cobra valorização dos trabalhadores nos 84 anos do Banco da Amazônia

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Na manhã desta quinta-feira (9), data em que o Banco da Amazônia celebra seus 84 anos de fundação, o Sindicato dos Bancários do Pará, em conjunto com a Associação dos Empregados do Banco da Amazônia (AEBA) e diversas outras entidades, realizou um ato em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da instituição. A mobilização teve como principais pautas a cobrança por melhorias nas condições de trabalho e a não adesão ao novo Plano de Cargos e Salários (PCS), que após estudo do apresentado pelo Dieese, a partir da apresentação do Basa, exclui mais de 70% do funcionalismo.

O ato teve início às 7h30, em frente à sede do Banco da Amazônia, na Avenida Presidente Vargas, em Belém, reunindo empregados e empregadas, dirigentes sindicais e representantes da Fetec-CN e CUT-PA. Durante a manifestação, os participantes distribuíram materiais informativos e reforçaram o chamado para que os trabalhadores e trabalhadoras não adiram ao novo PCS apresentado de forma unilateral pela direção do banco.

A manifestação também contou com a participação dos palhaços da companhia Cênicos Cínicos, que ajudaram a animar a mobilização e dialogar com os trabalhadores e trabalhadoras de forma criativa. Com intervenções bem-humoradas e críticas sociais, os artistas reforçaram a tradição da cultura de protesto como parte da luta dos trabalhadores, mostrando que a manifestação também pode ser um espaço de expressão cultural, reflexão e resistência.

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, destacou que a data representa não apenas uma celebração da história da instituição, mas também um momento de defesa dos direitos dos empregados e empregadas que construíram essa trajetória.

“Os 84 anos do Banco da Amazônia precisam ser comemorados, mas também queremos aproveitar esta data para dizer que esse novo Plano de Cargos e Salários não foi dialogado com os trabalhadores nem com suas entidades representativas. Esperávamos um plano construído de forma coletiva, que valorizasse quem faz o banco acontecer todos os dias”, destacou a presidenta.
Tatiana também reforçou que a baixa adesão ao PCS demonstra a insatisfação do funcionalismo e defendeu a continuidade da mobilização. “A gente reforça a orientação das entidades de não adesão ao plano de cargos. Essa é a nossa principal frente de batalha. É isso que vai nos dar condição de reabrir a mesa sobre esse processo e interferir nessa proposta. A gente não acha ela digna, nem respeitosa”, reforçou a presidenta.

Para o diretor jurídico do Sindicato dos Bancários do Pará, coordenador nacional da Comissão de Organização dos Empregados do Banco da Amazônia e funcionário da instituição, Cristiano Moreno, o PCS apresentado pela direção do banco é excludente e desrespeita a história de quem construiu o Basa.

 

“Quem constrói o Banco da Amazônia são as pessoas. Não é justo que uma empresa escolha sacrificar mais de 70% dos seus empregados e trate como descartável quem dedicou 20, 30 ou até 40 anos da sua vida ao banco. O Basa precisa de um Plano de Cargos e Salários que valorize todos os segmentos do funcionalismo, reconheça o tempo de serviço e respeite a trajetória dos trabalhadores e trabalhadoras que fizeram esse banco chegar aos 84 anos”, afirmou Cristiano.

Gilson Lima, presidente da AEBA também reforçou que a mobilização contra o novo PCS deve permanecer unificada e articulada com a defesa dos direitos históricos dos trabalhadores e trabalhadoras do Banco da Amazônia.

“Não aceitamos esse PCS. Essa proposta representa uma mudança profunda na remuneração dos empregados e não pode ser entregue dessa forma aos nossos colegas. A nossa luta é pela reabertura da mesa de negociação, pela valorização de todos os trabalhadores e pela defesa da CASF, especialmente dos segmentos mais afetados”.

Os dirigentes também ressaltaram que a defesa de um novo PCS tem reunido entidades representativas dos trabalhadores em uma atuação conjunta. Segundo eles, sindicatos da Região Norte e as duas confederações nacionais dos bancários estão unidos na reivindicação por um plano que contemple todos os empregados. O objetivo é ampliar o diálogo com a direção do Banco da Amazônia para construir um Plano de Cargos e Salários que contemple todos os segmentos do funcionalismo, valorize o tempo de serviço e respeite os direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores.

Ao final do ato, os participantes cantaram os parabéns pelos 84 anos do Banco da Amazônia, reafirmando que a valorização dos empregados é parte fundamental da defesa de um banco público forte, comprometido com o desenvolvimento da Amazônia e com aqueles que constroem diariamente sua história.

O Sindicato dos Bancários do Pará convida toda a categoria a acompanhar a apresentação online do estudo elaborado pelo Dieese sobre o Plano de Cargos e Salários (PCS), que acontecerá na próxima terça-feira (14), às 19h. O link da transmissão será divulgado nas redes sociais do Sindicato.

Para as entidades, defender os trabalhadores e trabalhadoras é também defender o Banco da Amazônia como patrimônio público, estratégico para o desenvolvimento regional e para a soberania da Amazônia.

Fonte: Bancários PA

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