CN2026: Saiba como foi o 1º dia da 21ª Conferência Bancária do Pará

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Quatro mulheres, todas bancárias, juntas na mesa de abertura da 21ª Conferência Estadual Bancária.

“É importante que as mulheres estejam na linha de frente das discussões, da construção, dos movimentos, das representações; então isso aqui gente é uma satisfação muito grande, pois é uma luta histórica nossa”, relembrou a diretora da Contraf-CUT, Rosalina Amorim.

O primeiro dia de evento reuniu mais de 150 bancários e bancárias de todo o Pará que durante dois dias irão debater e construir a minuta de reivindicações da categoria no estado que será apresentada e defendida na Conferência Nacional em São Paulo no próximo mês.

“A gente não faz campanha salarial num papel em branco, faz dentro de um contexto; e o contexto é um ano eleitoral. Isso significa que tem projetos políticos que serão apresentados para a sociedade brasileira. Então não tem cenário político onde não haja luta. Há cenários políticos onde a luta tem mais chance de trazer vitórias, porque luta sempre vai ter”, explica a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

Para a dirigente sindical que também é bancária da Caixa e membra do Comando Nacional – quem negocia com a Federação Nacional dos Bancos, a união da categoria continua fazendo toda a diferença nas mesas de negociação.

“Agora a gente vai para mais um ano de luta para manter os direitos que já temos e avançar em novas conquistas. Mas para isso a gente precisa de força e união. A gente precisa se unir como classe. Se a gente não conseguir sentar, conversar e se ouvir, a gente vai ter muita dificuldade. Por isso é importante permanecer nos debates da conferência, participar de toda a programação e construir coletivamente as decisões da categoria”, destaca.

Regimento aprovado

Antes das falas da mesa de abertura, a Conferência começou com a leitura do regimento com destaque no artigo 12 sobre a formação da delegação que será eleita ao final do evento.

Após defesas e votação foi aprovada com 71 votos a favor e 51 contrários, que a delegação eleita terá 13 membros e membras, sendo desse total, pelo menos um representante do Banco do Brasil, um da Caixa, um do Banco da Amazônia, um do Banpará e um de bancos privados.

Fim da escala 6×1

Foi graças à mobilização e representatividade das entidades sindicais que a categoria bancária tem uma escala 5×2, apesar de diversas vezes o Congresso tentar derrubar essa conquista.

Hoje, bancários e bancárias somam-se à luta contra o fim da escala 6×1. “Somos referência para tantas outras categorias, pois somos grandes, fortes, organizados e temos conquistas inéditas, históricas e só nossas, aliás, temos o melhor Acordo da categoria bancária do país, o do Banpará. Com mais tempo livre, as pessoas podem ter mais momentos com a família, de lazer, de autocuidado, e isso reflete na produtividade. O fim da escala 6×1 é questão de saúde física, mental e de vida”, defende a presidenta da CUT-PA, Vera Paoloni.

Maioria de negros e negras, mas subrepresentados

“A gente é a maioria no país, e eu gostaria muito, é um sonho, e eu espero que esse sonho seja realizado, que é ter mais negors e negras na categoria. Mas para nossa Conferência Nacional, eu acho que um ponto que a gente tem que ressaltar muito; não que os outros não sejam importantes. Dinheiro é muito importante, é, mas sem saúde mental o dinheiro não é nada”, ressalta a secretária de Política de Igualdade Racial da Fetec – CUT/CN, Erika Tavares.

Pesquisas recentes da Contraf-CUT revelam que bancárias e bancários negros sofrem maior impacto do adoecimento mental devido à interseção entre as metas abusivas da categoria e o racismo estrutural, que causa sub-representação, menor ascensão profissional e rendimento médio até 40,6% inferior comparado aos brancos.

Após a mesa de conjuntura, houve a apresentação de diagnóstico e alternativas para as mesas de saúde, formuladas no Encontro Nacional de Saúde realizado recentemente, como preparação para a campanha 2026. Quem apresentou foi o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, por videoconferência. Tratou das normas regulamentadoras, abordagens da patronal sobre o tema e as estratégias tiradas pelos bancários presentes no encontro.

“Nossa Confederação defende que o combate ao adoecimento mental seja tratado como prioridade nas mesas de negociação e que as autoridades públicas intensifiquem a fiscalização e responsabilização das empresas”, afirma Mauro.

 

Fonte: Bancários PA com Contraf-CUT

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