CN2026: Dia Nacional de Luta dos Funcionários do Bradesco tem ato contra fechamento de agências

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Na manhã desta terça-feira (11), bancários e bancários realizaram um ato durante o Dia Nacional de Luta das funcionárias e funcionários do Banco Bradesco, em defesa do emprego e contra o fechamento de agências, em frente à agência do banco na Avenida Presidente Vargas, em Belém.

Durante o ato, que reuniu diversos dirigentes sindicais, foram cobradas melhorias nas condições de trabalho e no atendimento prestado pela instituição financeira. A precarização dos serviços e o fechamento de agências estiveram entre os principais alvos do protesto.  Ao criticar a redução do quadro de funcionários e o fechamento de agências físicas promovidos pelo Banco, a funcionária do Bradesco e diretora de formação do Sindicato dos Bancários do Pará, Eliana Lima, destacou o impacto direto sofrido pela população que busca atendimento presencial.

“Nossa pauta de reivindicações com o Bradesco é a luta por avanços de verdade, não migalhas. O banco vem fechando agências, extinguindo postos de trabalho e sucateando o atendimento, enquanto lucra bilhões às custas de quem trabalha e de quem precisa dos nossos serviços. O cliente chega aqui e fica horas esperando, porque faltam funcionários de propósito. Isso é uma escolha do banco, e nós não vamos aceitar calados: vamos continuar na luta até conquistarmos melhorias reais para a categoria e para a população”, acrescentou Eliana.

Atualmente, o Bradesco registra o maior crescimento de lucro entre os grandes bancos privados e, mesmo assim, eliminou quase 2,5 mil postos de trabalho e fechou 324 agências em todo o país.

A presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará, Tatiana Oliveira, explicou o contexto da mobilização: “O Dia Nacional de Luta ocorre em todo o país, com o retardamento da abertura e do funcionamento de agências do Bradesco, numa ação que busca dar um alerta tanto aos bancos quanto à população.”

Tatiana afirmou que o Bradesco, assim como Itaú, Santander e demais bancos privados, vem adotando uma política acentuada de extinção de postos de trabalho, com o fechamento de dezenas de milhares de vagas e centenas de agências bancárias em todo o país.

No Pará o problema é ainda mais grave por causa da extensão territorial do estado: o fechamento de uma única agência pode deixar comunidades inteiras sem atendimento bancário. Como exemplo, a presidenta citou o distrito de Mosqueiro, em Belém, onde agências de bancos privados foram fechadas e restou apenas uma unidade do Banpará, obrigando moradores da região a se deslocar até Belém para ter acesso aos demais bancos.

“Isso é tempo de vida, isso é recurso que as pessoas precisam tirar do bolso para se deslocar para uma agência bancária e não tem justificativa para os bancos fazerem isso”, afirmou Tatiana, lembrando que os cinco maiores bancos do país somaram juntos R$ 71 bilhões em lucro.

A diretora de saúde do Sindicato dos Bancários do Pará, que também é funcionária do Bradesco, Heládia Carvalho, chamou a atenção para o impacto do fechamento de agências sobre a população idosa, muitas vezes obrigada a recorrer ao atendimento virtual sem ter familiaridade com a tecnologia, o que a torna mais vulnerável a golpes. “Os bancos não assumem totalmente a responsabilidade pelos prejuízos sofridos pelos clientes nesses casos, e mecanismos de segurança como reconhecimento facial e de voz estão cada vez mais frágeis diante do avanço da inteligência artificial, capaz de simular o rosto e voz de uma pessoa”, destacou.

Heládia afirmou que o movimento dos bancários deve se fortalecer até o fim da Campanha Nacional 2026, em ação construída em conjunto com a Fetec e a Contraf, e pediu apoio de clientes, usuários e bancários do Bradesco.

Diante desse cenário, o Sindicato dos Bancários do Pará reafirma que seguirá em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do Bradesco e de toda a categoria bancária, cobrando do banco o fim das demissões e do fechamento de agências, além de melhores condições de trabalho e valorização profissional. Para a entidade, os lucros bilionários registrados pela instituição comprovam que há espaço financeiro de sobra para atender às reivindicações apresentadas na Campanha Nacional, sem que isso comprometa a saúde da empresa.

 Fonte: Bancários PA

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