Vacina chegou: “Alívio e esperança”, comenta bancária do Banpará que perdeu colega de trabalho para o coronavírus

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Emanuelly Fernandes e Ângela Ribeiro trabalhavam na mesma agência do Banpará, a Estrada Nova. Em março do ano passado, no início da pandemia, foi a última vez que elas compartilharam o mesmo ambiente de trabalho, pois Ângela entrou de férias e depois foi afastada do trabalho presencial por fazer parte do grupo de risco; uma das primeiras medidas de prevenção reivindicada na justiça pelo Sindicato e que teve que ser acatada pelo banco.

Mas o coronavírus não escolhe as vítimas e 3 meses depois, a última notícia que Emanuelly teve de Ângela foi do falecimento dela por complicações da covid-19.

No dia 26 de junho, Emanuelly teve a chance que milhares de brasileiros e brasileiras, desses pelo menos 45 eram bancários e bancárias do Pará, não tiveram. “Uma vacina nunca foi tão comemorada. Sentimento de alívio e de esperança que logo em breve tudo isso vai passar e a gente vai voltar ao nosso novo normal. ‘Tô’ muito feliz e agradeço ao Sindicato pela vitória e conquista”, reconhece a bancária.

No primeiro trimestre do ano passado, o número de mortes de bancários, de acordo com o número de desligamentos por morte de trabalhadores com carteira assinada foi de 55, pelos dados do Boletim Emprego em Pauta, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse número mantém pequenas variações ano a ano, mas no primeiro trimestre deste ano saltou para 152, crescimento de 176,4%.

No Pará, desde o início da pandemia, houve pelo menos, 46 óbitos de bancários por complicações da Covid-19, a maioria na Região Metropolitana de Belém. O maior registro dos óbitos ocorreu nos bancos públicos.

Emanuelly foi junto com o esposo, Carlos Cruz, também bancário do Banpará, e os dois foram vacinados no mesmo dia na sede do Sindicato em Belém.

Assim como Ângela, Carlos também foi infectado pelo mesmo vírus, mas diferente dela, ele se recuperou. “Foram dias bastante difíceis que cheguei a pensar que fosse morrer, mas graças a Deus me recuperei e hoje estou tendo essa oportunidade que tantos colegas nossos não tiveram, infelizmente”, lamenta.

Pioneira

Belém foi a primeira capital do país a vacinar bancários e bancários, linha de frente. “Foram 6 meses de muita luta, persistência, alguns nãos; até conseguirmos a vacinação da categoria que felizmente foi incluída no Plano Nacional de Imunização e quem ainda não recebeu a primeira dose, em breve receberá em todos os municípios brasileiros”, destaca a presidenta do Sindicato, Tatiana Oliveira.

Na terça-feira passada, o Ministério da Saúde informou a inclusão da categoria bancária entre as prioridades do Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. Contudo, o Ministério ainda não fez a inclusão formal no PNI, como havia se comprometido a fazer até sexta passada, e ainda não iniciou o envio das doses de vacina para aplicação na categoria pelos estados e municípios.

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Fonte: Bancários PA com Contraf-CUT

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